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Madrasta suspeita de torturar criança obrigava menina a comer folhas, diz delegada

Um laudo pericial comprovou sinais de agressão na menina, entre os quais traumatismo craniano e hematomas na barriga, pescoço e nos braços 27/11/2014 às 16:12
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Segundo a delegada da Depca, as agressões iniciaram há dois meses
oswaldo neto ---

Suspeita de torturar uma menina de 5 anos por cerca de dois meses, J.S.R, de 27 anos, foi presa nesta quinta-feira (27). Um laudo pericial comprovou sinais de agressão na menina, entre os quais traumatismo craniano e hematomas na barriga, pescoço e nos braços. Nos atos de tortura, a mulher obrigava a criança a comer folhas.

Segundo a Polícia Civil, as agressões iniciaram há dois meses. Na ocasião, a criança morava com o avô, que após ser submetido a um procedimento cirúrgico, levou a criança para morar com o pai, I.S.M, de 26 anos, na rua Nova Conquista, bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus.

Lá a criança passou a morar com a madrasta e sofrer violência constantemente. O crime foi denunciado pelo avô da vítima, Jurandir Castro, 52, conforme relatado por A CRÍTICA no dia 21 deste mês. A delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Linda Gláucia, explica como a tortura era praticada.


"A criança relata que era obrigada a tomar banho de água gelada e se reclamasse, era agredida. A menina também possuía uma alergia e se coçava bastante. Quando isso acontecia, a mulher colocava "folhas de pereba" nas feridas e depois fazia a menina comê-las. É notável o alto grau de crueldade por parte da madrasta", afirma Gláucia.

Ainda segundo a delegada, o pai da criança sabia das agressões e se omitia. "Ele trabalhava mas sabia das agressões da madrasta. Ela confessou em depoimento que cometia alguns dos crimes contados pela criança, mas justifica dizendo que sentia raiva da criança por ela ser fruto de outro relacionamento".

Tanto o pai quanto a madrasta foram indiciados por tortura, porém somente a mulher responderá pelo crime em regime fechado, tendo em vista que era quem praticava a violência. Ela deve ser levada à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro.

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