Publicidade
Manaus
Manaus

Mãe acusa médico de causar a morte de seu bebê no Hospital Amigo da Criança, em Manaus

A neném estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço e foi a óbito em 20 minutos. A maternidade alegou que a mãe não fez pré-natal e a mesma apresentou vários exames que fez durante a gestação 11/09/2014 às 13:10
Show 1
Ana Lúcia, mãe de Andreza, mostra exames de ultrassons feitos durante o pré-natal
Kelly Melo ---

Foram nove meses esperando pela chegada da pequena Ana Júlia e hoje a mãe da criança, Andreza Cavalcante da Silva, 19, carrega consigo apenas o desejo de ter a bebê no colo e não poder.

A pequena, que estaria com o cordão umbilical enrolado no pescoço, e não poderia ter nascido de parto normal, morreu 20 minutos após a suposta violência obstétrica, no último sábado, no Hospital Amigo da Criança, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste.

Andreza sofreu hematomas e quer levar o caso à Justiça. A dona de casa contou que teve uma gestação normal, porém, na última ultrassom, realizada no mês passado, foi identificado que a criança estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço.

“O médico me avisou que a neném estava enrolada no cordão umbilical e que eu deveria tê-la em um parto cesariano. Mas quando eu cheguei na maternidade, o médico que me atendeu me forçou a ter normal e a minha filha acabou morrendo”, alegou a jovem.

Além de perder a primeira filha, que nasceu grande, com 4 kg, a jovem ficou com hematomas pelo corpo e bolas de sangue nos olhos, devido à força que precisou fazer durante o parto. Ela também levou 20 pontos nas partes íntimas. A mãe de Andreza, Ana Lúcia Cavalcante Silva, 45, disse que Ana Júlia nasceu desmaiada e não havia sequer balão de oxigênio e desfibrilador para socorrer a bebê.

“A minha filha foi maltratada. O médico montou em cima dela para forçar a saída da criança. Isso é um absurdo porque o parto deveria ser cesário e nós avisamos a ele. Vamos levar o caso à Justiça porque isso não pode ficar impune”, desabafou.

De acordo com ela, o médico que fez o parto seria Moysés Azulay. Ele ainda teria acusado a mãe de ser drogada e que por isso a bebê morreu. Andreza negou. Revoltados com o descaso do médico, a família de Andreza também denuncia que teve dificuldades para retirar o corpo do bebê e fazer o enterro. Segundo eles, foram necessárias três idas ao cartório para conseguir emitir a certidão de óbito e realizar o enterro.

“Em todas as vezes que fomos ao cartório, foram encontrados erros na declaração e ninguém queria assinar a certidão. Ninguém queria assumir a culpa”, afirmou Ana Lúcia.

Em nota, a maternidade informou que no prontuário da gestante não havia nenhuma indicação sobre a necessidade de cesariana e que Andreza não fez pré-natal.

Publicidade
Publicidade