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Mãe de bebê jogado no rio presta depoimento à polícia e repete versão culpando o pai pelo crime

A criança, Pablo Pietro, de apenas quatro meses de idade, foi arremessada nas águas do rio Negro durante briga entre pai e mãe, que estavam em canoa 20/08/2015 às 17:35
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Delegado disse que depoimento vai ser demorado
Joana Queiroz Manaus (AM)

A mãe do bebê jogado no rio Negro na semana passada, em Manaus, Cleudes Maria Batista de Moraes, 22, foi ouvida pela primeira vez pela polícia na manhã desta quinta-feira (20). A criança, Pablo Pietro, de apenas quatro meses de idade, foi arremessada nas águas do rio durante uma briga entre pai e mãe, que estavam em uma canoa, próximo ao porto do São Raimundo, na sexta passada, dia 14.

Cleudes foi trazida pela polícia em viagem de Manacapuru, onde mora com a família, para Manaus porque não tinha recursos próprios para fazer o trajeto. Ela chegou na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) por volta das 11h, demonstrando tranquilidade. À imprensa, Cleudes fez questão de falar que não havia matado ninguém.

O pai, o canoeiro Josias da Silva Alves, 29, apontado até o momento como suspeito do crime, está foragido. O corpo da criança, Pablo Pietro, ainda não foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros. Cleudes e Josias não eram mais casados.

A mãe, Cleudes, foi ouvida primeiro informalmente pelo delegado e, no início da tarde, de forma oficial. “Isso aqui não tem hora pra terminar”, informou o delegado titular da DEHS, Ivo Martins.

O delegado revelou que Cleudes reafirmou a história que já havia contado antes: de que ela foi enganada pelo ex-companheiro. Segundo ela, Josias a chamou para uma viagem de canoa, dizendo que pegaria um dinheiro em um flutuante do patrão dele, mas o ex-marido acabou levando-a para o meio do rio, onde os dois discutiram e ela o agrediu com o remo. Depois disso, segundo Cleudes, Josias jogou o bebê no rio e tentou enforcá-la.

O principal suspeito, Josias, está com mandado de prisão preventiva decretado pela juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri Mirza Telma de Oliveira em aberto, mas não foi encontrado pela polícia.

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