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Manaus
PRESA

Mãe de menina que havia ‘sequestrada’ em Manaus é presa por latrocínio

Marinéia Rocha, mãe de Amanda Emanuelle, de 4 anos, tinha em desfavor dela um mandado de prisão em aberto. Crime foi descoberto quando ela registrava o suposto sequestro da filha 04/02/2019 às 11:15 - Atualizado em 04/02/2019 às 13:04
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Foto: Jair Araújo
Joana Queiroz Manaus (AM)

Marinéia Rodrigues da Rocha, 35, a mãe da menina Amanda Emanuelle da Rocha Félix, de 4 anos, que havia sido dada como desaparecida no final de semana, foi presa pela Polícia Civil do Amazonas pelo crime de latrocínio. Ela foi apresentada hoje à imprensa na sede da Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca).

Segundo a polícia, Néia tinha em desfavor dela dois mandados de prisão em aberto por crime de latrocínio cometido no ano de 2013, que foi descoberto quando ela registrava o suposto sequestro da filha. No processo, segundo a polícia, Néia tinha esfaqueado gravemente, no ano de 2002, um homem ao roubar os pertences pessoais dele, como celular, dinheiro e relógio. Apesar do homem ter sobrevivido, o caso foi registrado como latrocínio. 

Além disso, Néia também confessou que foi presa quando tinha 18 anos por tentar matar mulher. 

‘Sequestro’

A menina de 4 anos, filha de Néia, havia sido “sequestrada” na noite de sábado (2), próximo a uma plataforma de ônibus da avenida Torquato Tapajós, na Zona Norte. Até aquele momento, Néia havia divulgado à imprensa que a filha tinha sido levada por um homem em um carro logo após ela passar mal enquando desembarcava de um coletivo de transporte e “desmaiar” por alguns segundos na calçada da avenida.

No dia seguinte, domingo (3), a menina Amanda Emanuelle foi localizada e entregue à família, mas a versão de sequestro acabou sendo contestada. De acordo com o funcionário público Márcio Souza, a criança foi realmente levada da mãe, mas não havia sido um sequestro. Segundo ele, um homem que passava na via e percebeu os pais da garota brigando em via pública e com sinais de embriaguez. Segundo ele, havia até o risco da menina ser jogada no meio da rua.

De acordo com o funcionário público, a menina foi resgatada por um vizinho dele, de nome não divulgado. “Ele resolveu levar a criança para salvar dos pais”, contou. “Ele (vizinho) passou com o filho na (avenida) Torquato e viu essa situação. Parou e resolveu ver o que estava acontecendo. Ele testemunhou a mãe gritando com a filha, dizendo palavrões para ela e inclusive ameaçando de jogá-la na rua. Por conta disso, o próprio filho do meu vizinho percebeu que não tinha condição de deixá-la ali então os dois resolveram levar a criança pra casa. Como sou funcionário público, ele me deu essa criança e pediu ajuda para que encontrasse os responsáveis”, explicou.

Segundo o funcionário público, Amanda Emanulle deu detalhes sobre a noite de sábado. “Ela conta direitinho o que aconteceu, fala tudo, deu detalhes, disse que os pais beberam em um bar e na volta tiveram essa discussão. Eu já chorei tanto por causa dessa criança. Dá dó de ver esses pais irresponsáveis, graças a Deus que meu vizinho teve a consciência e trouxe a menina, salvou dos próprios pais, ele salvou a criança. Essa história que ela deu (sequestro) é mentira”, explicou o funcionário público.

Investigações

Depois que a criança foi localizada, a polícia passou a investigar a versão dada pela mãe. Imagens de câmeras de segurança daquele trecho da avenida Torquato Tapajós estão sendo usadas pela polícia para desvendar o caso.

Até a tarde de ontem, segundo a delegada Laura Câmara, plantonista da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e Adolescente (Depca), ninguém havia sido indiciado pelo sumiço da garota. “O homem que havia levado a menina procurou a Depca na primeira oportunidade no dia de hoje para entregar a criança, divulgou que estava com ela nas redes sociais. Nós devolvemos a Amanda para a família, mas, de qualquer forma, nós solicitamos as imagens da câmera de segurança do local e pedimos que a criança seja submetida a exames para verificar o estado de saúde dela, se está tudo bem”, explicou a delegada.

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