Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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CASO AMANDA

Mãe de menina ‘sequestrada’ em Manaus nega ameaças e maus-tratos à filha

Amanda Emanuelle, 4, foi dada como desaparecida no final de semana. Após ser encontrada, homem que pegou criança disse “salvou” a menina dos pais, que, segundo ele, estavam bêbados


04/02/2019 às 14:17

“Estão inventando um monte de coisa de mim. Eu não estava bêbada, só desmaiei porque disseram que tinham matado o meu pai”. Essas são palavras ditas, em defesa própria, por Marinéia Rodrigues da Rocha, 35, a mãe da menina Amanda Emanuelle, de 4 anos, que havia sido dada como desaparecida no final de semana, em Manaus. Néia, como é chamada, é acusada de ameaçar e maltratar a filha.

Ela falou à imprensa na manhã de hoje (4), ao ser apresentada na sede da Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca) depois de ter sido presa por mandado judicial por um crime de latrocínio cometido em 2002. Tal mandado de prisão, do ano de 2013, só foi descoberto no momento em que Néia foi à delegacia registrar o suposto desaparecimento de Amanda. A mulher acabou presa e a versão de sequestro da menina sendo contestada.

Até antes de a menina ser encontrada, o que se sabia era que Amanda havia sido “sequestrada” na noite de sábado (2), próximo a uma plataforma de ônibus da avenida Torquato Tapajós, na Zona Norte. Até aquele momento, Néia falou para a polícia e para a imprensa que a filha tinha sido levada por um homem em um carro logo após ela passar mal enquanto desembarcava de um coletivo de transporte e “desmaiar” por alguns segundos na calçada da avenida.

No dia seguinte, domingo (3), a menina Amanda Emanuelle foi localizada e entregue à família, mas a versão de sequestro foi colocada sob suspeita. De acordo com o funcionário público Márcio Souza, a criança foi realmente levada da mãe, mas não sequestrada. Segundo ele, um homem que passava na via percebeu os pais da garota brigando em via pública e com sinais de embriaguez. Segundo ele, havia até o risco da menina ser jogada no meio da rua.

De acordo com o funcionário público, a menina foi resgatada por esse homem, um vizinho dele, de nome não divulgado. “Ele resolveu levar a criança para salvar dos pais. Ele (vizinho) passou com o filho na (avenida) Torquato e viu essa situação. Parou e resolveu ver o que estava acontecendo. Ele testemunhou a mãe gritando com a filha, dizendo palavrões para ela e inclusive ameaçando de jogá-la na rua. Por conta disso, o próprio filho do meu vizinho percebeu que não tinha condição de deixá-la ali então os dois resolveram levar a criança pra casa. Como sou funcionário público, ele me deu essa criança e pediu ajuda para que encontrasse os responsáveis”, explicou.

‘É tudo mentira’

Hoje, na delegacia, Néia negou todas as acusações sobre ter ficado bêbada e maltratado a filha. “É tudo mentira. Eu não estava bêbada. Estão inventando um monte de coisa de mim. Desmaiei porque disseram que meu pai tinha morrido”, relatou a mulher para a reportagem do Portal A Crítica. Segundo ela, o pai não morreu e a informação sobre o óbito era também uma mentira, contada por alguém quem Néia também não soube confirmar.

Néia também falou de um segundo filho, mais velho que Amanda e que, segundo ela, tem deficiência e precisa de cuidados. “Tenho outro filho que depende de mim, ele é especial e não come sem a minha presença”. A mulher não confirmou a idade do outro filho.

Investigações

Depois que a criança foi localizada, a polícia passou a investigar a versão dada pela mãe. Imagens de câmeras de segurança daquele trecho da avenida Torquato Tapajós estão sendo usadas pela polícia para desvendar o caso.

Até a tarde de ontem, segundo a delegada Laura Câmara, plantonista da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e Adolescente (Depca), ninguém havia sido indiciado pelo sumiço da garota. “O homem que havia levado a menina procurou a Depca na primeira oportunidade no dia de hoje para entregar a criança, divulgou que estava com ela nas redes sociais. Nós devolvemos a Amanda para a família, mas, de qualquer forma, nós solicitamos as imagens da câmera de segurança do local e pedimos que a criança seja submetida a exames para verificar o estado de saúde dela, se está tudo bem”, explicou a delegada.

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