Domingo, 17 de Novembro de 2019
Manaus

Mães 'do coração' se tornam a família de crianças abandonadas em abrigos de Manaus

 Todos os sábados, acompanhada do marido, o também aposentado Aníbal Costa, 66, Mariza passa as manhãs brincando ou sai com alguns dos 50 abrigados



1.jpg Mariza Costa, 59, tem pelo menos 50 filhos no Abrigo Moacyr Alves
12/05/2012 às 18:22

Outro exemplo do grande significado do que é ser mãe é o da aposentada Mariza Costa, 59. Mãe de um casal de filhos e avó, ela se derrete com o título de “mãe de coração”, recebido no Abrigo Moacyr Alves, destinado a atender crianças abandonadas pelas famílias, geralmente por ter algum problema de saúde grave como síndromes neurológicas e hidrocefalias.

 Todos os sábados, acompanhada do marido, o também aposentado Aníbal Costa, 66, ela passa as manhãs brincando ou sai com alguns dos 50 abrigados para passeios.



 “Aqui é o lugar ideal para quem quer ajudar e eu sempre busquei isso, por princípios religiosos”, afirma ela, que crê na doutrina espírita. Há 11 anos, ela se encantou com a possibilidade de ter mais 50 filhos para chamar de seus. A quantidade ajuda as “mães do coração” a não se apegar a um ou outro. Mas isso nem sempre é regra. “Eles nos escolhem”, afirmou.

Mariza diz ser importante para os abrigados a assiduidade das “mães”, pois estar ali significa ter sido abandonado e, mesmo que eles não tenham muitas vezes noção disso, são capazes de sentir. E a recíproca é verdadeira.

“Quando um deles é adotado, ficamos felizes por um lado, mas por outro sofremos com saudade”, afirmou ela, para quem “amor de mãe” é uma expressão tão antiga quanto a origem da humanidade, mas que se renova porque as mães nunca são iguais, mas sua atitudes, em geral, não mudam: doam-se, de corpo e alma, para quem não teve o direito de chamar uma mulher de mãe.


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