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Manaus
CALOR

Mães e bebês sofrem sem ar condicionado na Maternidade Ana Braga

Há três meses, as quatro bombas da central de ar da unidade quebraram e duas delas ainda estão paradas 25/08/2016 às 21:47 - Atualizado em 26/08/2016 às 09:49
Show anabraga
Pacientes e acompanhantes precisam levar ventiladores para a unidade / Divulgação
Alik Menezes Manaus (AM)

Em pleno verão amazônico, mães e recém nascidos sofrem com o calor na Maternidade Ana Braga, na Zona Leste, porque as centrais de ar-condicionado não estão funcionando há três meses em algumas enfermarias da unidade. O caso foi denunciado por alguns acompanhantes e confirmado pelo diretor da maternidade. 

A dona de casa Rocicleide Brasil, que está acompanhando a filha há dez dias, disse que o calor nas enfermarias é insuportável em alguns horários do dia. “Olha, só a gente para suportar mesmo porque tem que ficar. A pior hora é meio dia, fica muito quente, muito abafado”, relatou. 

Ela disse, também, que algumas mães até passaram mal nas enfermarias. Para tentar amenizar o calor, as próprias mães têm que comprar ventiladores ou levar de casa. “Já vi muitas ficando tontas e umas até quase desmaiando. A gente reclama, mas eles não dizem nada”. 

“Está muito quente lá dentro, não tem como ficar lá na enfermaria não. É um absurdo isso”, disse uma mulher de 27 anos, que está acompanhado a irmã e que pediu para não ter o nome divulgado. Segundo ela, a irmã teve filho há quatro dias e, desde que foi transferida para a enfermaria, reclama do calor. 

A jovem também afirmou que a única alternativa para tentar melhorar o ambiente é comprar ventiladores. Mas há pessoas que não têm condições de comprar ou levar um aparelho para a maternidade e sofrem ainda mais com o calor. “Tivemos que dar nosso jeito para trazer o ventilador. Mas tem muitas mães aí que são mais humildes que a gente e não têm como comprar um ventilador”, disse. 

Aparelhos antigos

O diretor da Maternidade Ana Braga, Antenor Filho, confirmou que as quatro bombas da central de ar-condicionado da maternidade quebraram há três meses e disse que desde então está trabalhando para que os aparelhos voltem a funcionar. Segundo ele, dois estão em pleno funcionamento e até sábado os outros dois devem começar a funcionar. 

As máquinas são antigas, por isso a demora no conserto, explicou Filho.  “São máquinas antigas, difícil de achar as peças e trabalhadores. No máximo em dois dias esse problema estará resolvido”. 

Questionado sobre os motivos de não adquirir aparelhos novos para a maternidade, o diretor disse que a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) doou alguns aparelhos de ar, mas que a voltagem da maternidade é de 380 volts e a dos novos splits é de 220 volts.

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