Terça-feira, 21 de Maio de 2019
VIOLÊNCIA

Mães e mulheres de presos denunciam agressões físicas da Polícia Militar no Ipat

Elas apresentaram fotos dos internos machucados na Vara de Execução Penal (VEP) após a última contagem realizada pela Tropa de Choque da PM. Familiares pedem presença da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AM nas revistas



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Essas são algumas das fotos apresentadas pelas mães. Fotos: Reprodução
18/01/2017 às 19:36

Mães e mulheres de presos que cumprem pena no Instituto Prisional Antônio Trindade (Ipat) foram nesta quarta-feira (18) até a Vara de Execução Penal (VEP), na Zona Sul de Manaus, denunciar agressões físicas feitas pela Tropa de Choque da Polícia Militar do Amazonas contra os internos. Segundo elas, os abusos ocorreram durante a última contagem realizada na unidade, na terça-feira (17), e há fotos que comprovam que alguns detentos foram agredidos.

De acordo com uma mãe, que preferiu não se identificar por medo de represália, ela não quer que a polícia deixe de fazer o seu trabalho, mas que tenham respeito com as famílias dos internos.

 “Quando entrarem [na cadeia] que façam o trabalho deles, mas os Direitos Humanos têm que acompanhar, porque o que fizeram não é certo. Eles [detentos] não são bichos, eles têm família aqui fora que sofre. São mães e esposas que lutam por eles”, declarou.

Ana Candido, mãe de um dos presos agredidos no Ipat, disse que reconheceu seu filho por conta da sua tatuagem e pelos lençóis que o presenteou.  “O reconheci pela tatuagem que tem na barriga e pelos lençóis que levo para ele. Meu filho não pode está apanhando, ele está doente”, garantiu.

À reportagem da TV A Crítica, as mães relataram que os policiais costumam quebrar e levar objetos de uso pessoal dos presos. Para a VEP, elas pediram que a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Amazonas (OAB/AM) esteja nas revistas para preservar a integridade física dos presos.

Em nota, a Diretoria de Comunicação Social da Polícia Militar do Amazonas informou que o Comando de Policiamento Especializado (CPE) desconhece as denúncias citadas na reportagem. O Tenente Coronel PM Antônio Brandão, respondendo pelo Comando do CPE, disse que caso haja denúncia formalizada por parte dos familiares, serão adotadas as medidas cabíveis e os procedimentos para investigar o fato.


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