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Maioria dos moradores de rua de Manaus saiu de casa devido briga com familiares

Ao todo 91 pessoas estão cadastradas pela secretaria como moradores de ruas. Dentre elas, 27 são jovens, 59 adultos e outros cinco idosos 08/01/2015 às 16:35
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Morador de rua que vive no monumento da Ponte Rio Negro, na Compensa
Acritica.com Manaus (AM)

A maioria dos moradores de ruas em Manaus saiu de suas casas por conta de atritos familiares. A informação corresponde a dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh). 

Ao todo 91 pessoas estão cadastradas pela secretaria como moradores de ruas, embora a população que viva na mendicância seja bem maior. Dentre elas, 27 são jovens, 59 adultos e outros cinco idosos. Segundo a secretaria, todos os moradores de ruas cadastrados possuem acompanhamento psicológico e social fornecidos pela Prefeitura.

A secretaria informou que faz o acompanhamento dessas pessoas que foram cadastradas e sabe que a maioria dessas pessoas usam algum tipo de droga, seja elas lícitas ou ilícitas.

Dois serviços é apresentado pela secretaria como opções para essas pessoas cadastradas.

O Centro POP possui espaço para o convívio social e para o desenvolvimento de relações de solidariedade, afetividade e respeito. O espaço fica no bairro Presidente Vargas, zona Sul de Manaus.

Outra opção é Serviço de Acolhimento Institucional (SAI) Amine Daou Lindoso, uma Casa de Passagem que oferece abrigo a crianças e adolescentes entre zero e 18 anos. O abrigo é destinado a vítimas de maus-tratos, negligência, abandono, violência física, psicológica e sexual, além de exploração do trabalho infantil e sexual.

Espaços públicos

Em alguns casos, esses moradores ocupam espaços públicos transformando-os em suas próprias residências.

Na última terça-feira (6) equipes de atendimento da Semasdh retiraram Antonio Lima, 45, que estava morando há um mês na rotatória entre a Torquato Tapajós e a Cidade Nova, zona Norte de Manaus, após se desentender com familiares.

Na ocasião, o senhor foi levado a casa de um parente para ser abrigado. O ex-morador foi inscrito no Programa Passaporte da Cidadania, onde realizará 4h de trabalho por dia e será acompanhado por assistentes sociais.


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