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Manaus
NO TRE

Oitenta e dois candidatos no AM a deputado federal não possuem bens declarados

Ao todo, 148 candidatos ao cargo vão disputar o voto no Amazonas. Candidatos que omitirem bens da Justiça Eleitoral estão sujeitos a punições 06/09/2018 às 03:12
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Professor Queiroz e Arone Bentes estão na lista dos "sem patrimônio" do Tribunal Regional Eleitoral (Foto: Arquivo/AC)
Rebeca Almeida Manaus (AM)

No Amazonas, 82 de 148 candidatos a deputado federal não possuem bens declarados no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) segundo consta no site Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A lista deve conter bens declarados em nome dos candidatos; itens como imóveis, terrenos, veículos, caderneta de poupança, depósitos em conta corrente e até mesmo dinheiro em espécie.

Dos 82 candidatos sem bens declarados, a maioria concorre em sua primeira eleição. Como a motorista Amanda Matozinho (PPL), o advogado Julio Salas (PCdoB) e até mesmo o ex-secretário da Educação do Amazonas, Arone Bentes (Pode).

Por outro lado, alguns veteranos de eleições também não declararam bens como o caso do Professor Queiroz (PSOL), que concorre pela primeira vez ao cargo de deputado federal, mas participa de pleitos desde 2006, quando concorreu a vaga de deputado estadual. Desde então, Queiroz já participou de oito eleições.

Da mesma forma, o pedagogo Roberto dos Santos (PSOL) disputa a vaga de deputado federal pela segunda vez, contabilizando cinco eleições com as três que concorreu a vereador, todas sem declarar bens.

Entre os 66 candidatos que declararam algum patrimônio, muitos apresentam pequenos valores frente ao montante de outros concorrentes. Neste sentido, nomes como o empresário Alex Internet (DC) e a cozinheira Sideny Costa (MDB) são destaques. Alex declarou R$ 2 mil em depósito bancário e Sideny declarou possuir R$ 500 em espécie, da mesma forma que as candidatas Loura do Cupuaçu (MDB) e Elisabeth Castro (MDB), compondo os três nomes com menor quantia declarada dentre os 148 candidatos ao cargo de deputado federal.

Conforme a resolução 23.553 aprovada pelo TSE, os candidatos ao pleito deste ano podem utilizar recursos próprios em sua campanha desde que respeite o limite de gastos estabelecido para o cargo que concorre.

Milionários

Na mesma lista de candidatos a deputados federais também estão presentes figuras que somam valores milionários na sua declaração de bens. Deste grupo restrito, o empresário Dodó Carvalho (PSD) sai na frente com R$ 8 milhões em participações societárias, além de possuir terreno e apartamento, totalizando R$ 8.309.547,51 declarados na primeira eleição que participa. Além de Dodó, o empresário Jean Neder (DC) também soma quantia de R$ 1,9 milhão.

Além dos empresários, quatro dos cinco candidatos à reeleição também compõem a lista de milionários. Concorrendo ao terceiro mandato no cargo, o deputado Átila Lins (PP) possui a soma R$ 2,4 milhões, valor que inclui dois apartamentos, uma casa e dois depósitos bancários. Já na declaração de Pauderney Avelino (DEM) consta R$ 2,7 milhões, para Professor Gedeão (MDB) a quantia corresponde a R$ 1,4 milhão e para Silas Câmara (PRB) R$ 2,1 milhões.

Punições

Candidatos que omitirem bens à Justiça Eleitoral estão sujeitos a punições. No pleito municipal de 2016, incorreções na declaração de bens do prefeito Artur Neto foram objeto de denúncia do Ministério Público Federal, com pedido de aplicação de multa. Artur não declarou dois apartamentos de luxo, no valor total de R$ 1,6 milhão, localizados no bairro Ponta Negra. Os bens em questão estavam em nome do tucano, mas não constavam em sua declaração de bens.

Candidatos que ‘emprobeceram’

Conforme o site de divulgação do TSE, dentre os candidatos que declaram bens, existem figuras que “empobreceram” em relação a pleitos anteriores. Compõem essa lista os veteranos Gustavo Garcia (Avante), Henrique Oliveira (PROS), Orlando Cidade (PV) e Sidney Leite (PSD).

Este ano, o empresário Gustavo Garcia declarou R$ 200 mil referente a uma cota empresarial. Em 2016, quando disputou ao cargo de vereador, Garcia apresentava o mesmo valor adicionado de três automóveis e créditos em conta corrente. Já o presidente estadual do PROS, Henrique Oliveira, declarou este ano apenas um apartamento no valor de R$ 498 mil, diferentemente de quando concorreu ao cargo de prefeito em 2016 e  declarou a quantia R$ 735 mil, valor que incluía um carro e  casa.

A declaração de bens do candidato Orlando Cidade (PV) também diminui conforme o passar dos anos, o valor de R$ R$1.090.795,23 declarado este ano perde para todos os quatro pleitos anteriores que disputou. Em 2014, sua última eleição, o deputado declarou R$ 6,9 milhões, valor inferior aos R$ 11 milhões declarados em sua primeira eleição de 2006, que incluía na lista de bens terreno, complexo industrial, duas casas e cotas de capital.

No caso de Sidney Leite, a diferença dos R$ 653.562,94 declarados este ano encontra do outro lado R$ 1,4 milhão que constavam em sua declaração de 2014 e de R$ 1 milhão em 2010. Nas duas ocasiões, o candidato concorria ao cargo de deputado estadual.

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