Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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PROVAS DE CRIMES

Mais de 2 mil armas brancas do acervo de inquéritos do TJAM serão incineradas

Elas foram usadas na execução de algum tipo de crime e como muitas estão sujas com o sangue das vítimas não podem ser recicladas ou reutilizadas


08/12/2018 às 17:19

Um lote com mais de 2.000 armas brancas entre facas, terçados, canivetes e punhais, que eram peças de inquéritos, será encaminhado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), para incineração, que deve acontecer até o fim deste mês. Elas foram usadas na execução de algum tipo de crime e como muitas estão sujas com o sangue das vítimas não podem ser recicladas ou reutilizadas.

As armas brancas, assim como armas de fogo, CDs piratas e outras peças estão armazenadas no Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Amazonas, que guarda também outras provas de crimes. Algumas delas são um tanto curiosas, mas ficam armazenadas até que o juiz do processo determine quando elas podem ser descartadas.

O responsável pelo Arquivo Público da Corte Estadual, que por medidas de segurança prefere não revelar o seu nome, destaca algumas peças que chamam a atenção de quem vê: um envelope com um saco plástico dentro; uma casquinha de sorvete; uma porção líquida e uma mosca. 

De acordo com o administrador, esses “objetos” eram peças do inquérito de um processo que envolve uma sorveteria. Um cliente comprou o produto e quando foi consumir, encontrou o inseto dentro. 

Outra peça curioso é um bloco de cimento armado, pesando aproximadamente 60 quilos, que também  faz parte do acervo. O bloco foi usado para esmagar a cabeça de uma pessoa.

Há também barras de ferro, porretes de madeira e cigarros. Essas provas, explica o administrador, dependendo do material, tem destino específico. 

Armas de fogo

Por lei, armas e munições apreendidas pela polícia fica com sob a responsabilidade do Poder Judiciário até que não sejam mais necessárias para a instrução processual. 
Já as armas de fogo, pela legislação vigente, devem ser encaminhadas para o Exército Brasileiro (EB) para que sejam destruídas, desta forma impedindo que elas retornem  para as mãos de criminosos. 

O responsável pelo acervo afirmou que desde 2011, quando o Arquivo Público do TJ-AM foi instituído, 13.260 armas já foram encaminhadas à destruição no Exército. 

Remessas enviadas

O envio das remessas de armas de fogo ao Exército acontecem periodicamente visando não manter muitas unidades no Arquivo, por motivos de segurança. De acordo como administrador, as armas das comarcas do interior também são resgatadas, trazidas para a capital e encaminhas ao EB. 

Segundo o administrador o número de armas de fogo de fabricação caseira e simulacros apreendidas pela polícia aumentou neste ano.

Mais de 1,6 mil armas apreendidas

Dados da Secretaria de Estado de Segurança  do Pública Amazonas (SSP-AM) mostram que até o mês de novembro deste ano, mais de 1.630 armamentos entre revólveres, pistolas, fuzis e armas artesanais e de brinquedos foram apreendidos pelas policiais do Estado. 

Entre os tipos de armas mais apreendidos estão o revólver (662), pistolas (333) e simulacros (314), que ação imitações de armas e muito utilizados em assaltos. Além desses, chama a atenção a quantidade de apreensões de fuzis (14) e submetralhadoras, armas consideradas de alto poder destrutivo.

Em abril, a polícia amazonense apreendeu uma metralhadora calibre .30 da marca Browning de fabricação americana, capaz de realizar 600 disparos por minuto e derrubar aeronaves.

Esquema rigoroso

Depois do processo da investigação, perícia e quando não há mais necessidade do armamento para a condução do processo criminal, o juiz determina a sua entrega ao Exército. As armas são conduzidas sob forte esquema de segurança ao EB, que se encarrega de fazer uma contagem rigorosa, registro fotográfico e cadastramento para o controle de armas. 

Exército destruiu 3,6 mil do acervo

Só no ano passado, o Tribunal de Justiça do Amazonas encaminhou 3.670 armas de fogo, entre revólveres, metralhadoras e fuzis, ao Exército Brasileiro para serem destruídas. O número foi maior que o de 2016, quando 2.262 armas, apreendidas pelas policiais estadual e federal, foram inutilizadas.

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