Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
PREGOS

Mais de 280 pregos são retirados de árvores da Avenida Eduardo Ribeiro

Algumas árvores tinham mais de dez pregos fincados para serem utilizados como “cabides”



pregos.jpg Além de pregos, foram retirados também pneus, placas, correntes, cadeados e instalações elétricas (Fotos: Altemar Alcântara / Semcom)
29/06/2016 às 15:46

Uma ação de manejo fitossanitário, realizada na manhã desta quarta-feira, 29, retirou 284 pregos de diferentes tamanhos fincados em 30 árvores vistoriadas da Avenida Eduardo Ribeiro. Além de pregos, foram retirados também pneus, placas, correntes, cadeados e instalações elétricas. Algumas árvores tinham mais de dez pregos fincados para serem utilizados como “cabides”.

O trabalho foi feito por servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) nos trechos revitalizados da via e contou também com o trabalho de educação ambiental para sensibilizar as pessoas que passam e trabalham pela área, como flanelinhas, a evitarem esse tipo de agressão às árvores.



Segundo o chefe do setor de Corte e Poda, Wellington Auzier, esse cuidado deve ser permanente. “O buraco que se forma ao bater um prego vira porta de entrada como fungos e bactérias, e a oxidação dos metais pode favorecer o envenenamento das árvores, assim como arames e cordas sintéticas enroladas podem causar o estrangulamento. Isso pode levar a árvore à morte”, explicou.

 Junto com os pregos, foram coletados também resíduos descartados nos canteiros revitalizados das árvores. O trabalho foi acompanhado de perto e elogiado por transeuntes e funcionários das lojas da área.

 “A Prefeitura está de parabéns ao fazer essa ação principalmente agora com a revitalização que deixou a Eduardo Ribeiro tão linda. As árvores dão sombra, beleza e o homem retribui com pregos, é extremamente importante o que vocês estão fazendo”, afirmou a assistente social Carla Pereira, que reside no Centro.

 O comerciante Suame Araújo contou que também se preocupa em fazer a retirada de pregos das árvores e limpeza dos canteiros situadas na frente da loja dele. “É uma questão de educação”, resumiu elogiando a ação.

 O trabalho de manejo fitossanitário prosseguirá com ações em outras áreas do Centro e demais zonas da cidade. Wellington Auzier lembra que causar maus tratos às árvores é crime ambiental, previsto no Código Ambiental do Município (Lei 605/2001) e pode render multas que variam de 51 a 250 Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a R$ 4,7 mil a R$ 23,2 mil. “Desta vez, realizamos uma ação de orientação com caráter educativo”, observou Auzier.

*Com informações da assessoria de comunicação.


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