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Manaus
INSEGURANÇA

Manaus registra mais de 3 mil assaltos a ônibus em 2017, diz Sinetram

Em dez meses, os assaltos já renderam prejuízo de mais de R$ 860 mil para o sistema; 331 ônibus foram assaltados em outubro na capital 10/11/2017 às 21:29 - Atualizado em 10/11/2017 às 21:40
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Mesmo com operações policiais, roubos a coletivos continuam. Foto: Bruno Zanardo/Secom
Joana Queiroz Manaus (AM)

Câmeras de segurança, botão do pânico, operações policiais Catraca e Rota Segura e blitz Batalhão de Trânsito (Batran) não estão sendo suficientes para inibir a ação de criminosos que diariamente atacam ônibus coletivos e especiais, que levam operários para as fábricas no Distrito Industrial.

De acordo com dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), entre janeiro e outubro deste ano, foram registrados 3.231 assaltos, uma media 325 por mês e 10,8  ônibus assaltados por dia, ou seja, a cada duas horas um ônibus é assaltado em Manaus. Uma das linhas mais roubada do sistema é a 560, da empresa Integração Transportes. Só ela registrou 216 assaltos entre janeiro e outubro. 

No mês passado foram 331 ônibus assaltados na capital, dos quais 15 foram na linha 560, que sai da avenida Passarinho, no Monte das Oliveiras, e vai até o terminal 2,  no bairro Cachoeirinha, na Zona Sul. Já a linha 650, da empresa Global, que sai do terminal 4, no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste, e vai até a plataforma da Matriz, no Centro, foi assaltada 14 vezes.  Essas são as linhas mais assaltadas na cidade. 

A Polícia Militar não descarta a possibilidade da existência de grupos especializados nessa modalidade de crime. “Eu acredito que há sim grupos especializados só para assaltar ônibus. Porque estamos prendendo hoje  os mesmos ladrões que prendemos dias atrás”, disse o comandante de Policiamento Metropolitano (CPM), coronel Wirley Abdalla, atribuindo a volta dos criminosos a rua às audiências de custódia realizadas pelo Poder Judiciário.

Rota é assaltada
 Na quarta-feira passada, quatro assaltantes encapuzados invadiram um ônibus da empresa Transena, que fazia rota para uma fábrica do Distrito Industrial, na Zona Sul, e roubaram 20 funcionários, além do motorista do veículo. O crime ocorreu por volta das 5h15, no bairro Tancredo Neves, na Zona Leste. Para não serem identificados pelas câmeras, eles esconderam os rostos.

De acordo com as vítimas, os quatro homens aproveitaram o momento em que uma funcionária embarcava no ônibus na rua Nárnia Manoel Ribeiro, para invadir o veículo.  Conforme os passageiros, os ladrões eram violentos e apontavam armas para as pessoas o tempo inteiro.

Ontem, o comandante do CPM disse que os ônibus especiais estão utilizando o recurso do botão do pânico. Para ele, o mais eficiente seria se o motorista acionasse, pelo celular, o comandante de policiamento da área onde ocorreu o assalto, o que na maioria das vezes não é possível, pois o celular é um dos principais objetos levados pelos ladrões.

Prejuízos passam de R$ 800 mil

Conforme o Sinetram, a entidade tem colaborado com a Secretária de Segurança (SSP),  na tentativa de impedir os assaltos. Atualmente, 1,5 mil coletivos estão equipados com câmeras de seguranças. Em todas as ocorrências de roubo,  os funcionários são orientados a registrar o boletim de ocorrência. Além disso, as imagens são encaminhadas, tanto em vídeo como em fotos, para a SSP tentar identificar e prender os criminosos.

O Sinetram  defende que uma das medidas para diminuir os índices dentro dos ônibus, é a retirada do pagamento em dinheiro e utilização dos cartões Passafácil. Capitais como Campo Grande e Goiânia conseguiram implantar o modelo e reduziram os índices de roubo a zero. Em dez meses, os assaltos  já  renderam prejuízo de mais de R$ 864,1 mil para o sistema.

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