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Manaus
ACIDENTES

Mais de 60% das vítimas de acidentes em Manaus, em 2017, estavam em motos

Levantamento foi feito a partir dos atendimentos em prontos-socorros e SPAs da capital. Governo do AM iniciou plano para reduzir espera por cirurgias ortopédicas 26/01/2018 às 15:39
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Foto: Arquivo A Crítica
acritica.com

Um levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) mostra que 66,1% das vítimas de acidentes de trânsito socorridas em 2017 nos prontos-socorros e Serviços de Pronto Atendimento (SPA) de Manaus se envolveram em ocorrências com motocicletas.

No ano passado, as unidades da rede estadual na capital atenderam 18.695 vítimas de acidentes de trânsito. Deste total, 12.371 (61,1%) participaram de acidentes com moto.

De acordo com dados do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), em 2017, foram registradas, em Manaus, 107 mortes de pessoas envolvidas em acidentes com motos. No interior, ocorreram 32 mortes.

Hospitais e SPAs

Segundo a Susam, o Hospital 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul de Manaus, foi o que mais atendeu pacientes vítimas de acidentes envolvendo motocicletas. Foram 3.863 casos em 2017. O número representou 74,85% de todos os atendimentos de acidentes de trânsito realizados na unidade naquele ano – 5.161.

Já o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste registrou no ano passado 3.626 atendimentos de pacientes envolvidos em acidentes de trânsito – 74,84% dos casos (2.714) eram de ocorrências envolvendo motos.

Entre as unidades de média complexidade, a que registrou o maior número proporcional de atendimentos de acidentados por moto foi o SPA Antônio Aleixo, também na Zona Leste. Dos 749 pacientes de acidentes de trânsito atendidos em 2017, 688, ou seja, 91,86%, eram vítimas de acidente de moto.

Também em 2017, o Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, na Zona Leste, atendeu a 2.635 acidentados de moto. O número representou 47,96% de todos os atendimentos relacionados a acidentes de trânsito na unidade (5.494).

Segundo o Detran-AM, em 2017, a frota de motos no Estado era de 306,7 mil, sendo 186.414 em Manaus e 120.319 no interior. Nos dois últimos anos, a média de motocicletas emplacadas no Amazonas foi de 14,3 mil.

Melhorias no atendimento

O elevado número de acidentes envolvendo motociclistas em Manaus provocou efeitos nas filas de espera para cirurgias ortopédicas no Amazonas. A Susam começou a executar um plano de ação para reduzir espera pelos procedimentos cirúrgicos.

“Qualquer ação que venha a se fazer para corrigir os traumas causados por acidentes de motocicletas, de nada adiantará se não for feita uma campanha para reverter esse quadro crítico, onde a maioria das pessoas atendidas nos nossos hospitais por acidentes de trânsito foi vítima de acidente com motocicleta”, observa o secretário de Saúde Francisco Deodato.

Diante desse quadro, a Susam planeja fazer um trabalho de conscientização usando as redes sociais e as mídias em geral com foco nos motociclistas.

A pasta deu início a um plano para reduzir as filas e o tempo de espera por cirurgias ortopédicas nas unidades da rede estadual de saúde. Entre as medidas está a aquisição de material próprio para este tipo de cirurgia, as chamadas OPMEs (Órtese, Próteses e Materiais Especiais).

Compra e licitação

De acordo com secretário de Saúde, já foi feita uma compra e está em processo de licitação uma nova remessa para abastecer as unidades pelo período de um ano. “Estamos comprando material em quantidade suficiente para o ano todo, evitando a formação de nova fila”, disse o secretário.

O material vai para os prontos-socorros 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul; João Lucio Machado e Platão Araújo, na Zona Leste; além do Hospital Adriano Jorge, na Zona Sul. O objetivo, segundo Deodato, é que em seis meses, não haja mais filas de espera e o tempo de realização das cirurgias seja mínimo.

A Susam também está mudando a forma de contratação do serviço de cirurgias ortopédicas. Ao invés de plantão, os contratos agora estão sendo feitos por quantidade de procedimentos realizados e os valores pagos por cada cirurgia definidos conforme o seu grau de complexidade.

De acordo com a Secretária Executiva Adjunta de Atenção Especializada da Capital, Denise Machado, nos contratos herdados pela nova gestão, o valor pago pela realização de uma cirurgia simples é igual ao de uma cirurgia complexa.

Cooperativas de saúde

“As cooperativas irão receber por produção e não por plantão. Por produção, haverá classificação da complexidade do procedimento, de baixa, média e alta complexidade. Isso vai fazer com que a fila de alta complexidade ande”, explica Denise.

Também faz parte do plano de ação da secretaria a transformação do Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam), na Zona Sul de Manaus, em referência no tratamento do Pé Torto Congênito. O projeto inicia após a conclusão do treinamento dos profissionais do Icam, que está em curso. Os pacientes prioritários serão crianças nascidas nas maternidades públicas.

*Com informações de assessoria de imprensa

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