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Mais de 60 pedestres morreram no trânsito até o início deste mês

Crescimento de 21,5% dessas mortes, no comparativo com 2014 (quando 52 pedestres morreram), abre sinal vermelho para problema ainda latente na capital: o desrespeito no trânsito 10/08/2015 às 08:37
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Pedestres denunciam que os motoristas não respeitam a faixa. Por outro lado, motoristas reclamam das travessias em local inadequado
kelly melo ---

Sessenta e três pedestres morreram em acidentes de trânsito, em Manaus, neste ano até o início do mês de agosto. O crescimento de 21,5% dessas mortes  no comparativo com 2014 (quando 52 pedestres morreram), abre um sinal vermelho para um problema que ainda é latente na capital: o desrespeito no trânsito.

De acordo com o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), ano passado a capital  registrou 153 acidentes fatais até agosto. No mesmo período neste ano, o número de vítimas caiu para 131, mas o órgão afirma que está intensificando as ações de orientação tanto do motoristas quanto do pedestres para conseguir reduzir ainda mais essas estatísticas.

No último sábado, foi comemorado o Dia Mundial do Pedestre e, para dar o “passe livre” àqueles que são a parte mais frágil no trânsito, o Manaustrans realizou um operação para “limpar” as calçadas de ruas e avenidas principais, que costumeiramente são obstruídas por veículos.

A operação percorreu bairros como Centro, Adrianópolis, Praça 14, nas Zonas Sul e Centro-Sul, e no São José, na Zona Leste, locais onde esse tipo de irregularidades são bastante comuns. Conforme o chefe de operações do Manaustrans, Marlos Nicácio, 37, agentes de trânsito estiveram não só notificando os veículos irregulares, mas também promovendo a educação no trânsito. “O motorista precisa entender que assim como a via é  dos veículos,  as calçadas são dos pedestres,  que são a parte mais frágil do trânsito”,  orientou.

Pedestres reclamam

Para a técnica de radiologia, Rose Guimarães, 39, uma das principais dificuldades para atravessar a rua é a falta de respeito dos motoristas. Ela conta que há um mês quase foi atropelada por uma moto, no Centro, que não deu a preferência da passagem a ela. “Eu fiz o sinal para atravessar na faixa. O carro parou, mas o motoqueiro que vinha atrás não parou e por pouco não me bateu. Eu fiquei revoltada”, lembra, que vê situações semelhantes a essa todos os dias, na cidade.

A dona de casa Carliane dos Santos , 28, afirma que um dos pontos mais complicado para atravessar a pista é no cruzamento entre as avenidas Eduardo Ribeiro com 7 de Setembro, no Centro. “Os motoristas param sobre a faixa  e às vezes aceleram para cima da gente. Um absurdo. Mas acredito que nos bairros a situação é muito pior porque em muitos locais não existe sinalização adequada”, diz.

Mas nem sempre o motorista é o culpado, por uma irregularidade. Na avenida Autaz Mirim, no São José, dezenas de pessoas arriscam suas vidas atravessando, mesmo sem haver faixa de pedestre,  por baixo do Complexo Viário Engenheiro Luiz Augusto Veiga Soares, onde o fluxo de veículos de pequeno e grande porte é intenso.

Revitalização

De acordo com o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalizaçao de Trânsito (Manaustrans), mais de 2 mil faixas vão  ser revitalizadas até o final do ano  em todas as zonas da capital.  A ideia é  dar mais segurança às pessoas.

 Mais acidentes

Das 131 pessoas que morreram em acidentes de trânsito este ano, 63 eram pedestres. Ano passado foram registrados 153 óbitos no trânsito, sendo que o pedestre foi a vítima em  52 desses casos.

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