Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
NÚMEROS

Número de animais silvestres resgatados triplica no AM em 2019

Ao todo, 600 animais foram resgatados em áreas urbanas no estado. Por espécie, foram resgatadas 334 aves, 216 répteis e 126 mamíferos



DSC_7626_CD1983B7-822F-4832-9AAA-F98297F2F17E.jpg Foto: Divulgação
17/01/2020 às 12:24

O resgate de animais silvestres pelo Batalhão Ambiental da Polícia Militar triplicou em 2019. Ao todo, foram capturados 676 animais silvestres. Durante todo o ano de 2018, a polícia retirou de cativeiros 210 animais silvestres. Por espécie, foram resgatadas 334 aves, 216 répteis e 126 mamíferos.

Tracajás (63), curiós (57) e jacarés (38) estão entre os animais mais resgatados pelo Batalhão. Entre o total de resgatados, cerca de 20 animais são classificados como animais em extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). São eles: peixe-boi da Amazônia, macaco-aranha, macaco-prego e sauim-de-coleira.



Segundo o tenente do Batalhão Ambiental, Natanel Freires, o disque-denúncia e a entrega voluntária foram fatores determinantes para o aumento de 222%. “Em grande parte, o aumento foi devido às denúncias pelo 99842-1553, que é o disque-denúncia do Batalhão Ambiental. E também pelo grande número de entregas espontâneas, por pessoas que tinham animais criados em casa ou em cativeiro, se conscientizaram e fizeram a devolução voluntária”, afirma.

Entrega voluntária 

Além de apreensões em operações e do resgate de animais silvestres em perímetro urbano, o Batalhão também recebe animais provenientes de entrega voluntária. Neste ano, foram 18 entregas até o mês de novembro. Prevista em lei, essa ação isenta o entregador de um processo criminal, caso este esteja em posse, de forma ilícita, de um animal silvestre, como explica o tenente Natanael Freires.

“Na entrega espontânea, que é prevista Lei de Crimes Ambientais e no Decreto Federal n° 6.514, a pessoa que cria o animal em cativeiro, e quer fazer a devolução espontânea, não vai ser penalizada. Será aberta uma ocorrência normal, mas ela não será penalizada porque entregou espontaneamente o animal”, explica.

As solturas são realizadas em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ocorrem após os animais passarem por um período de tratamento e adaptação pelo Centro de Triagem do Ibama.

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