Domingo, 15 de Setembro de 2019
Paralisação

Mais de 70 mil pessoas são prejudicadas com paralisação dos rodoviários em Manaus

Linhas de duas empresas deixaram de circular contrariando a decisão da Justiça que determinou a circulação de 100% da frota nesta segunda-feira



340721.JPG Mais de 70 mil pessoas das zonas Norte, Oeste e Centro-Oeste de Manaus, foram prejudicadas com a paralisação parcial dos trabalhadores em transporte coletivo (Foto: Arquivo AC)
11/07/2016 às 08:57

Mais de 70 mil pessoas das zonas Norte, Oeste e Centro-Oeste de Manaus, foram prejudicadas com a paralisação parcial dos trabalhadores em transporte coletivo, nesta segunda-feira (11), quando linhas de duas empresas deixaram de circular contrariando a decisão da Justiça que determinou a circulação de 100% da frota.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), na empresa Líder, que opera 20 linhas, saiu 19 dos 80 carros, deixando aproximadamente 30 mil passageiros da zona Norte prejudicados com a falta de transporte coletivo.

Já na Via Verde, saiu 70 carros de 168, prejudicando 40 mil passageiros. A empresa opera 40 linhas nas zonas Oeste e Centro-Oeste. Ou seja, a Líder liberou só 23% dos carros, enquanto a Via Verde 41%.

No domingo (10), o juiz plantonista do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), Diógenes Vidal Pessoa Neto, acolheu, o pedido de tutela de urgência da Defensoria Pública do Amazonas para impedir a paralisação do serviço de transporte coletivo, sob pena de multa diária. O juiz fixou multa de R$ 50 mil para cada empresa por dia de descumprimento ou por tentativa de subverter a decisão.

Reivindicação

Entre as reivindicações dos trabalhadores está o pagamento do Dissídio Coletivo da categoria. Mas, as empresas ainda não são obrigadas a pagar o reajuste de 8% nos salários dos rodoviários, determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT), no último dia 30.

Isso porque, a sentença normativa encontra-se, nesse momento, em fase de recurso, e somente após o trânsito em julgado – decisão judicial da qual não se pode mais recorrer – é que os empregadores terão a obrigatoriedade de pagar o aumento para os seus colaboradores.

De acordo com o TRT, quando tiver transitado em julgado, ainda cabe recurso para o Tribunal Superior do Trabalho (TST), e somente depois de todo trâmite, as empresas do sistema de transporte coletivo serão obrigadas a repassar os 8%. E caso a parte não cumpra o que foi determinado pela Justiça, os trabalhadores não poderão promover as greves, e sim, provocar a Justiça.


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