Domingo, 21 de Abril de 2019
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SISTEMA PRISIONAL

Mais de cem PMs atuam na UPP após mortes; autoridades descartam rebelião

De acordo com Sérgio Fontes, presos não ofereceram resistência ao trabalho da polícia nem fizeram exigências. Recontagem é feita para contabilizar mortos


07/04/2017 às 18:31

Um efetivo de 100 policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar foram deslocados no final da tarde de hoje para a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), onde detentos foram mortos na tarde desta sexta-feira. 

Por volta das 17h, o secretário de segurança pública, Sérgio Fontes, chegou ao local, assim como o presidente da comissão de direitos humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Amazonas (OAB-AM), Epitacio Almeida.

Apesar do efetivo de cem policiais e da presença de autoridades que costumam ir ao presídio em situações de rebelião, as autoridades evitam tratar as mortes no local como rebelião. "Não foi rebelião, os presos da mesma cela mataram os colegas", afirmou Sérgio Fontes, afirmando que os presos não ofereceram resistência ao trabalho da polícia nem fizeram exigências. 

Do lado de fora, dezenas de familiares aguardam por informações sobre os presos e estão insatisfeitos com a falta de noticiais por parte da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que até o momento não prestou esclarecimentos sobre mortes  nem às famílias dos presos nem à imprensa. 

No início da tarde, a tia do detento Leonardo de Souza, de 23 anos, quem cumpria pena no pavilhão 1 da unidade, confirmou que o sobrinho é um dos mortos que aparecem em fotos que circulam nas redes sociais. 

Pela manhã, o preso Janderson Araújo da Silva, o vulgo "Boca Rica", foi morto por companheiros de cela aliados a Zé Roberto da Compensa, líder da FDN. Boca Rica era apontado com um dos gerentes de João Pinto Carioca, o João Branco, um dos chefões da facção. 

De acordo com coronel Cleitman Rabelo, secretário da Seap, desde segunda-feira, havia uma clima tenso entre os presos e, por isso, eles estavam trancados em suas celas. 

Familiares dos presos afirmam que a ordem para matar Boca Rica veio do próprio Zé Roberto devido a uma traição ocorrida  durante as rebeliões em janeiro deste ano.

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