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Manaus
MEIO AMBIENTE

Mais de três mil toneladas de lixo são retiradas dos igarapés no primeiro semestre

Mais de 170 km de extensão passaram pelo projeto de limpeza das águas localizadas em diversos pontos de Manaus 31/07/2017 às 22:22 - Atualizado em 01/08/2017 às 01:05
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O igarapé do 40 foi um dos que passou pelo projeto de retirada de lixo das águas (Foto: Márcio Silva/Arquivo AC)
acritica.com Manaus (AM)

Mais de três mil toneladas de lixo foram retiradas apenas no primeiro semestre deste ano na limpeza feita pela Prefeitura de Manaus nos igarapés de Manaus. Nesse período já foram percorridos mais de 170 quilômetros de extensão de rios no serviço que é coordenado pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).

Por dia, cerca de 22 toneladas de lixo são retiradas dos rios da cidade pelas equipes da Semulsp, informa a assessoria do órgão municipal, de locais como os igarapés do 40 (Zona Sul), Franco (Avenida Brasil, Zona Oeste), orla da Manaus Moderna (Zona Sul) e igarapé da Comunidade da Sesau no Japiim (Zona Sul),entre outros.

“São mais de 100 trabalhadores mobilizados só nessa atividade, que envolve limpeza dos canais, capinação das encostas, remoção mecanizada, manipulação de retroescavadeiras hidráulicas, balsas e botes de apoio. Paralelamente a essa operação, ainda há o trabalho das equipes de conscientização e varrição da cidade, que complementam o serviço”, explicou o Secretário da Semulsp, Paulo Farias, por meio de sua assessoria do órgão.

Ele comentou que identificou-se um crescimento de vegetação flutuante nos igarapés principalmente pela cheia do rio Negro. “Essa vegetação é bastante favorecida pelo descarte na drenagem e nutrientes que promovem”, disse ele. “Há diferentes materiais, como lixo da coleta, que vão parar nos igarapés pelo descarte indevido ou pela chuva. E também há esse crescimento de vegetação flutuante nos igarapés e principalmente pela cheia do rio Negro”, explica Paulo Farias.

Ponto crítico

Permanente a poluição não é, destaca ele. “Na hora que pararmos de jogar e descartar lixo indevido a tendência é que isso vai diminuir. Não se pode falar de lixo permanente”.

O secretário comentou que não há um ponto mais crítico? “Todos os pontos são críticos porque esse lixo é carregado pelas chuvas e os locais onde a prefeitura atua são onde o acsso é mais fácil, pela linha d’água. A Prefeitura atua nos pontos de maior descarte”, explica Paulo Farias.

Alerta aos moradores

O titular da Semulsp faz um alerta a toda a população. “Qualquer pessoa que deixa um copo ou guardanapo, cedo ou tarde isso vai para os igarapés. Temos que evitar o descarte indevido. Todos carregamos embalagens, mas quando a embalagem está vazia é preciso carregar para fazer descarte. Podemos carregar embalagens até o momento mais adequado para a necessidade do descarte”. 

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