Terça-feira, 18 de Junho de 2019
ASSASSINATO

Mais um suspeito de envolvimento na morte de britânica é preso em Coari

Artur Gomes da Silva, o “Beira”, foi preso após denúncia anônima durante a tarde desta quarta-feira (20) no município



4af1cd84-265b-40f0-97dd-0258f1b17584.jpg Foto: Divulgação
20/09/2017 às 18:45

A polícia prendeu nesta quarta-feira (20) em Coari (a 363 quilômetros de Manaus) mais um suspeito de envolvimento no latrocínio da britânica Emma Kelty. Artur Gomes da Silva, o “Beira”, foi preso durante a tarde. A informação é do delegado titular do município, José Barradas.

Segundo o delegado, o suspeito foi preso após denúncia anônima na comunidade Lauro Sodré, local onde a atleta foi assassinada.

Ao todo, sete pessoas se envolveram no assassinato da britânica: um foi morto, quatro estão detidos na polícia e dois continuam foragidos. Os foragidos são Erimar Ferreira da Silva, o “Chico”; e Nilson Ferreira da Silva. Todos tiveram prisão preventiva solicitada à Justiça.

Além de Artur, estão entre os detidos um adolescente de 17 anos apreendido e Erinei Ferreira da Silva, 28, o “Alfinete”, e Jardel Pinheiro Gomes, 19, o “Kael’’. Antes, “Kael’’ era dado como adolescente, mas a polícia descobriu que ele havia mentido sobre a própria idade. 

Morta e jogada no rio

A atleta britânica Emma Kelty, de 43 anos, foi morta com dois tiros de espingarda calibre 20 e depois teve o corpo jogado no rio Solimões, nas proximidades da comunidade Lauro Sodré, em Coari, por volta das 19h da última quarta-feira (13). A vítima estava acampando dentro da barraca dela montada na Ilha do Boieiro quando foi abordada pelo grupo. Conforme depoimento dos envolvidos já detidos, eles estavam em uma canoa própria e foram para a comunidade para praticar crimes ocasionais.

Após matá-la, eles pegaram todos os pertences dela, entre celulares, tablet, câmera e drone, e depois tentaram afundar o caiaque dela furando a pequena embarcação com uma faca da própria britânica. “Mas ele (caiaque) é feito com um material que não afunda”, disse Ivo Martins. Eles eles colocaram o corpo da britânica na canoa deles e a jogaram no fundo do rio. A canoa usada no crime foi apreendida e será trazida para perícia em Manaus, em busca de material genético da atleta. Até o momento, o corpo da britânica não foi encontrado.

“Eles não são aqueles traficantes que achacam grandes quantidades de drogas nos rios da Amazônia. São pequenos traficantes e usuários de drogas que cometem crimes de oportunidade”, explicou o delegado-geral adjunto Ivo Martins.


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