Terça-feira, 21 de Maio de 2019
PERMANÊNCIA

Major que comandou assalto a banco em Parintins passa por conselho da PM

Comandante geral da PM, coronel Ayrton Norte, informou que conselho vai verificar se major Bruno Dayvison tem condições ou não de permanecer na corporação



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Foto: Reprodução
07/05/2019 às 08:47

Preso preventivamente há mais de duas semanas no Batalhão de Polícia de Choque, suspeito de envolvimento ao assalto a uma agência bancária em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), o major Bruno Dayvison Lima de Sales, 35, está sendo submetido a um Conselho de Justificação no Comando Geral da Polícia Militar para verificar se ele tem condições ou não de permanecer na corporação, conforme informou o comandante geral da PM, coronel Ayrton Norte.

“Nós vamos ter que cortar na própria carne, porque o Comando da Polícia Militar não compactua com esse comportamento”, disse Ayrton Norte. Segundo ele, o lado criminal da ocorrência ficou por conta da Polícia Civil que instaurou inquérito para investigar o caso e ainda há outro procedimento instaurado pela Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

O Conselho de Justificação é uma espécie de “tribunal administrativo” da Polícia Militar formado por três oficiais de maior patente escolhidos pelo comandante geral. Este serve para julgar os casos mais grave praticados por oficiais, cujo resultado verifica a possibilidade da permanência deles ou não na corporação.

Nas investigações do assalto ao banco em Parintins, o major Bruno Dayvison aparece como o mentor do crime e como o responsável por comandar a quadrilha. De acordo com o site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), ele responde outros processos na Auditoria Militar.

Ainda conforme as investigações, foi ele quem cooptou o tenente João Rosário para participar do caso e foi o responsável pela logística do crime.

O comandante geral disse que o caso dos dois militares envolvidos no assalto ao banco está sendo tratado como um caso isolado. “Porque casos como este não representa a Polícia Militar. Outros que estão em situação semelhantes também estão recebendo o mesmo tratamento e poderão ser excluídos da corporação”, afirmou Ayrton Norte.

Conforme o comandante, só nos quatro primeiros meses de seu comando mais de 12 policiais militares já foram excluídos da corporação, mas há outros cujos procedimentos de exclusão já estão ficando prontos. “Nós não compactuamos com práticas criminosas dentro da corporação”, assegurou.

Prisão esperada

A prisão do major já era esperada pelos colegas de farda que o apontam como autor de outros crimes. “Ele (o major Bruno) já vem praticando crime faz algum tempo. Começou quando era tenente e recebia propina aqui, outra ali”, disse um oficial da PM, que preferiu não revelar a sua identidade.

A quadrilha comandada pelo major, de acordo com as investigações feitas pela polícia de Parintins, tem pelo menos 20 homens. Além dos dois militares, também foram presos em flagrante em Parintins, Rafael Fernandes Pinheiro, Ivolney dos Santos e Marcos Lima. Eles levaram R$ 150 mil do banco. Todo o valor foi recuperado pela polícia.

Materiais apreendidos

O tenente Rosário e o major Bruno Dayvison estão presos preventivamente no Batalhão de Choque, em Manaus, à disposição da Justiça. Os comparsas deles foram presos com o dinheiro, uma motocicleta, um carro, uma máquina rompedora, HDs, duas malas e uma mochila.

Repórter de A Crítica

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