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Manaus
SAÚDE

Malária cai 55% no Amazonas em janeiro, mas Estado registra 3,4 mil casos

Total de casos no primeiro mês deste ano corresponde a a 5% dos 68.396 registrados em todo o ano de 2018 08/02/2019 às 18:56
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Os casos de malária no Amazonas caíram 55% em janeiro de 2019 na comparação com o mesmo mês de 2018. Ainda assim, no primeiro mês deste ano, o Estado registrou 3.439 casos da doença, o que corresponde a 5% do total de pacientes diagnosticados ano passado (68.396). Em janeiro de 2018, o Amazonas teve 7.682 casos de malária.

De acordo com Boletim Epidemiológico divulgado, nessa quinta-feira (7), pela Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas (FVS-AM), Itacoatiara, com redução 94% (168 casos em janeiro de 2018 e 10 casos em 2019), foi o município que alcançou a maior redução na comparação. Santa Izabel do Rio Negro, com 86% (574 casos em 2018 e 79 casos em 2019); e Guajará, com 82% (420 casos em 2018 e 73 casos em 2019), aparecem na sequência.

O município de São Gabriel da Cachoeira, que foi o responsável pela maior incidência de malária no Amazonas, apresentou a redução de 56,03%, com 733 casos em janeiro de 2019 contra 1.667 casos notificados no ano passado. Em Manaus, a redução foi de 35% este ano, com 682 casos notificados em 2019 contra 1.063 casos notificados no primeiro mês de 2018.

A malária apresentou queda no Estado entre os anos de 2005 e 2016, quando as notificações reduziram de 167.018 para 45.476 casos. O número de casos da doença voltou a crescer em 2017, quando foram registrados cerca de 76 mil casos, entre janeiro e dezembro.

Em 2018, no primeiro trimestre, o aumento chegou quase a 60%, mas finalizou o ano com a redução de 10% com 68.396 casos em 2018 contra os 76.106 casos registrados em 2017. O aumento expressivo de números de casos de malária no Alto Rio Negro resultou no Decreto de Emergência naquela região.  

Análise

Para a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, os dados de janeiro de 2019, embora "parciais", demonstram bons resultados.

“É importante ressaltar as parcerias com o Ministério da Saúde, apoio dos gestores municipais e o empenho das equipes de Saúde durante todo o ano de 2018, que contribuíram para esta redução", ressaltou Rosemary. "Iniciamos o ano de 2018 com aumento explosivo de casos de malária, principalmente, na calha do Alto Rio Negro, além de outros 13 municípios que foram considerados prioritários, e, diante deste desafio, as equipes da  FVS-AM se mobilizaram para atuar em conjunto com os municípios para conter o avanço da doença", concluiu.

Mosquiteiros

Ainda de acordo com a diretora da FVS, uma estratégia que permitiu esta redução dos casos da doença foi a distribuição de 40 mil mosquiteiros impregnados com inseticidas de longa duração como medida de controle em áreas malarígenas, resultado da parceria com o Ministério da Saúde. Esta importante estratégia contemplou 26 municípios amazonenses incluindo os prioritários.

Rosemary acrescenta que os indicadores são positivos, porém o desafio é manter a redução. "Ao todo no Amazonas existem mil pontos de microscopia, que são essenciais para garantir o diagnóstico precoce e tratamento adequado da doença. Está é uma das principais ações que visa identificar e tratar os casos de malária, interrompendo assim a cadeia de transmissão. Além disso, outras medidas de proteção, como o uso do mosquiteiro impregnado, repelentes, evitar permanecer em igarapés após o entardecer entre outras, contribuem para o controle".

De acordo com o diretor-técnico da FVS-AM, Cristiano Fernandes, serão distribuídos em 2019 mais 50 mil mosquiteiros impregnados para os municípios do interior. "Esta é uma estratégia muito importante para controlar a doença, mas é preciso a adesão da população para o uso correto dos mosquiteiros",  salienta Fernandes.

A malária tem tratamento gratuito ofertado em toda rede de saúde. O paciente deve seguir de forma correta o uso do medicamento para que não piore da doença.

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