Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
Manaus

Malha viária deve ser concluída em 36 meses em Manaus

Prefeitura estima que, caso projeto de implantação do VLP em Manaus seja aprovado, estudo será entregue no dia 15 de junho



1.gif Segundo o superintendente da SMTU, Pedro Carvalho, o VLP apresenta várias vantagens em relação ao projeto do BRT
03/06/2013 às 07:55

Uma proposta com malha viária de com 41 quilômetros de extensão prevista para ser concluída em 36 meses. Se obedecido o cronograma apresentado pelas empresas francesas responsáveis pelo projeto de implantação do sistema de Veículo Leve sobre Pneus (VLP), até o próximo dia 15 o estudo sobre a implantação desse novo modal de transporte será entregue à Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). As informações são do superintendente do órgão, Pedro Carvalho.

No projeto apresentado pela NTL, sediada em Strasbourg, na França, a linha troncal que liga as Zonas Norte e Sul de Manaus terá 22 quilômetros, incluindo o “laço” do Centro. A rota partirá do bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, passando pelos bairros da Zona Norte - Francisca Mendes, Cidade Nova, Manôa - chegando à Torquato Tapajós e Constantino Nery, interligando o quadrilátero no Centro. A fase 2 inclui 19 quilômetros, que vão interligar o Centro a bairros das Zonas Sul e Leste, até o Jorge Teixeira.



Se aprovado o novo sistema, o projeto básico será apresentado em setembro e a encomenda dos veículos deve ser iniciada em novembro.

VLP, VLT e BRT

O especialista em geografia urbana do trânsito e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Geraldo Alves, explicou que a cidade não foi preparada para suportar a frota atual de veículos, que é crescente. Para ele, o poder público precisa adotar um sistema capaz de mudar a matriz do transporte coletivo, como as intervenções viárias, com a construção de viadutos, novas vias e alargamento das existentes.

Ele destaca que o meio de transporte ideal para Manaus  é o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), mas que o (VLP) também é viável. “Esses dois sistemas são bem melhores que o projeto que estão querendo implantar, o BRT (Bus Transit Rapid), sem contar uma série de fatores como dano ambiental, espaço e capacidade de transportar passageiros”, comentou o especialista.

A SMTU informou que o projeto ainda está em estudo e que, em breve, o órgão terá um posicionamento sobre o que foi decidido em conjunto com os governos federal e estadual. Quando à questão de infraestrutura, como a energia elétrica, primordial para o funcionamento do VLP, a SMTU informou que o consumo energético será negociado com os órgãos responsáveis pelo Linhão de Tucuruí, principal possibilidade de fonte de energia que, provavelmente será integrado o sistema.


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