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'Manaus ainda está se adaptando à Faixa Azul', afirma Pedro Carvalho, da SMTU

Para o superintendente da SMTU, as faixas exclusivas de ônibus são necessárias para evitar que o sistema de transporte coletivo pare 08/03/2015 às 21:35
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A alternativa gerou polêmica e dividiu opiniões: usuários do transporte público afirmam que houve redução do tempo de viagem e quem usa carro reclama da piora no congestionamento
Jornal A CRÍTICA Manaus (AM)

ASSISTA AQUI AO VÍDEO DA ENTREVISTA

Em entrevista exclusiva ao jornal A CRÍTICA, o titular da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) Pedro Carvalho avaliou a implantação das faixas exclusivas para ônibus em Manaus e declarou que as medidas estão sendo tomadas para evitar que o sistema pare de funcionar.

Segundo ele, a população ainda  está se adaptando à ‘faixa azul’ - que já funciona na Avenida Constantino Nery desde fevereiro. Na faixa semi-exclusiva da Mário Ypiranga, Zona Centro Sul, as fiscalizações começam a partir do dia 4 de abril.

A alternativa gerou polêmica e dividiu opiniões. Usuários do transporte coletivo público afirmam que houve redução do tempo de viagem. Porém, quem usa carro como meio de transporte reclama da piora no congestionamento.

De acordo com  o Pedro, desde quando o sistema Bus Rapid System (BRS) ganhou a pista exclusiva em um dos principais corredores viários da cidade, o número de usuários dos ônibus articulados aumentou em  sete mil por dia. Cerca de 180 mil pessoas já usavam os ônibus articulados (BRS) diariamente.

 “A faixa exclusiva ou semi-exclusiva é fundamental para que se reduza os tempos de viagem. A faixa está acelerando, é só consultar quem anda nesses ônibus. Mas não é só uma faixa que vai proporcionar esse efeito em toda a cidade. Tem que trabalhar outras áreas. Na Mário Ypiranga quase todos os motoristas já estão obedecendo. O  bom transporte depende da participação de todos”.

Carvalho informou que os congestionamentos acontecem em todos os eixos da cidade, mas que a pior parte acontece na avenida Torquato Tapajós, entre a rodoviária e a entrada do bairro Cidade Nova, na Zona Norte.

“Congestionamento tem na cidade toda em função do viário não crescer na mesma proporção que cresce a frota de carros, por causa da política do governo que incentiva cada vez mais pessoas a comprarem automóvel e ao mesmo tempo não dá aos municípios condições de fazer o viário crescer pra atender essa demanda”, ratificou.

A frota de automóveis de passeio na capital é de 350 mil. No ano passado, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM) emplacou 69.516 carros.

Por não ter sido uma cidade planejada, Pedro ressaltou  que a Prefeitura tem muita dificuldade para organizar o trânsito. “Muitas obras que fizeram no últimos tempos não colaboraram com o transporte coletivo. A rotatória do Coroado, por exemplo, é um gargalo. Não foi planejada a Avenida das Torres, aí jogou todo o fluxo desta via na rotatória, jogando fora todo o projeto. É preciso fazer verdadeiras obras de arte (referindo-se à complexos viários)”.


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