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Manaus amanhece com resultado do vandalismo após manifestação

Pedras, pedaços de madeiras, garrafas de vidro e fogos de artifício viraram arma nas mãos dos poucos que decidiram intervir no movimento pacífico com violência e jogaram os objetos contra a guarnição da polícia e vidraças de patrimônios públicos e privados 21/06/2013 às 11:34
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Sinais de destruição deixados por atos de vandalismo durante manifestação
Bruna Souza Manaus, AM

Um dia depois de Manaus registrar a maior manifestação pacífica da cidade, ruas, prefeitura e estabelecimentos comerciais amanheceram com rastros de destruição provocados por grupos isolados que praticaram atos de vandalismo na Zona Oeste de Manaus.  

A avenida Brasil, principal via do bairro da Compensa, foi tomada de ‘manifestantes’ que tentavam invadir o prédio da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) e entraram em confronto direto com policiais militares do Batalhão de Choque, que faziam o isolamento da área.

Pedras, pedaços de madeiras, garrafas de vidro e fogos de artifício viraram armas nas mãos dos poucos indivíduos que decidiram intervir com violência no movimento pacífico e jogaram os objetos contra a guarnição da polícia e vidraças da Casa. Uma das guaritas da prefeitura teve os vidros destruídos após a investida. Duas vidraças de uma agência da Caixa Econômica Federal, localizada na mesma via também foram atingidas.  O Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) do bairro também teve uma porta de vidro quebrada.

             Agência bancária foi depedrada pelos 'manifestantes'

De acordo com o tenente-coronel da Polícia Militar (PM), Peter Schmidt, aproximadamente 90 mil pessoas estiveram na manifestação nessa quinta-feira (20), incluindo os dois trajetos: um em direção à Arena da Amazônia e outro até a sede do governo municipal. Menos de quinhentas pessoas participaram do ato de vandalismo, apontado pelo militar como uma ação isolada dos líderes do protesto que teve repercussão nacional.

“Essa minoria aproveitou para afrontar a polícia, que fazia a proteção das famílias de bem que participaram de forma pacífica, e danificaram o patrimônio público e privado. Pedras entre outros objetos foram jogados contra os policiais, além de queimarem um ônibus, eles quebraram vidros de uma agência bancária e virarem outro veículo de um morador que estava estacionado na via”, declarou.

Balanço

No balanço final divulgado nesta sexta-feira (21) pela polícia, durante o protesto foram registradas 19 apreensões de menores de idade que acabaram encaminhados à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI). Mais onze pessoas foram detidas e levadas ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), pelos crimes de dano ao patrimônio público, atentado contra a segurança e desordem.

Um policial saiu ferido após ser atingido por uma pedra na cabeça, em cima do olho direito. O militar foi socorrido até o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias.

Além de danos à sede da PMM e da agência bancária, um ônibus da linha 001 foi incendiado e cinco viaturas da polícia foram apedrejadas.

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