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Manaus amanhece encoberta por fumaça proveniente de queimadas

O fumacê denso e o forte cheiro de queimado causam transtornos à população: problemas respiratórios, voos foram suspensos e escolas estão fechando 01/10/2015 às 10:40
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Todas as regiões da cidade amanheceram cobertas por fumaça e com cheiro forte de queimado
acritica.com Manaus (AM)

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Manaus amanheceu encoberta por uma densa nuvem de fumaça nesta quinta-feira (1º), com forte cheiro de queimado e que vem causando transtornos à população, como problemas respiratórios e o fechamento de escolas e até, temporariamente, o Aeroclube de Manaus. Os primeiros registros começaram às 5h em todas as zonas da cidade.

A principal suspeita para o fenômeno são as frequentes queimadas que atingem diariamente a capital e municípios do interior. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) confirmou que a nuvem de fumaça é oriunda de grandes queimadas ocorridas no Amazonas e também em estados vizinhos.

Segundo o órgão, mapas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram uma extensa nuvem de fumaça desde o estado de Rondônia. A falta de ventos atmosféricos e baixas temperaturas durante a noite fazem o ar ficar mais pesado e acabam causando o fumacê.


Foto: Euzivaldo Queiroz

Apesar da pouca visibilidade, o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes continuava operando normalmente, por meio de instrumentos. Nenhum voo foi cancelado até o momento por causa das condições metereológicas. No Aeroclube, porém, todas as decolagens seguem suspensas: o mínimo de visibilidade com qual se pode voar é de 5 km, enquanto o máximo alcançado até agora é de 1 km.

De acordo com o tenente Janderson, do Corpo de Bombeiros do Amazonas, “Manaus toda está assim”. “Acredito que deve ter áreas distante de vegetação que devem estar queimando. Essa fumaça deve ser fruto do deslocamento de massas de ar oriundas de outra área aqui do Amazonas”, explicou.

Escolas

A creche do Colégio Militar da Polícia Militar, localizado no bairro Petrópolis, já cancelou as aulas da manhã nesta quinta-feira. Há registros de crianças que passaram mal por causa da fumaça, em diversos locais.

O Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Padre Luís Ruas, na rua Encontro da Águas, Mauazinho, Zona Leste, também cancelou as aulas. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), o motivo para suspensão foi a fumaça que encobriu a cidade e uma queimada específica em uma lixeira viciada próximo à escola. Pais de alunos e a direção da escola optaram pela suspensão das aulas. A unidade atende 400 crianças de 4 e 5 anos.

A Secretaria de Estado de Educação ainda não respondeu a solicitação da equipe de reportagem. Entretanto, foi registrado o cancelamento das aulas no Centro de Educação em Tempo Integral (Ceti) Áurea Braga, da rede estadual, que fica localizado na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste.


Recorde de queimadas

O número de queimadas urbanas no mês de setembro em Manaus já supera a soma do que foi registrado em todo o resto do ano, de janeiro a agosto, conforme divulgou nesta terça-feira (29) o Corpo de Bombeiros do Amazonas.

A partir de 1º de setembro até esta terça ocorreram 216 incêndios em área de vegetação urbana, 75,6% a mais que todo o resto do ano, de janeiro a agosto, quando ocorreram 123 incêndios. Depois de setembro, agosto é o segundo mês com mais queimadas: 94 queimadas. Julho teve 15 queimadas urbanas.

Por região de Manaus, a zona que mais registrou incêndio de vegetação foi a Zona Norte, com 58 queimadas. Depois vem a Zona Leste, com 42 queimadas, a Zona Oeste (39), a Zona Centro-Oeste (27), a Zona Sul (26), a Zona Centro-Oeste (13) e, por último, a Zona Rural (11).


Outro dado interessante é a comparação do número de queimadas ocorridas no mesmo período do ano passado. Em setembro de 2014 foram registrados 148 incêndios de vegetação, ou seja, em 2015 houve aumento de 45,9% em relação a 2014.

Além disso, o Corpo de Bombeiros vem combatendo vários incêndios em vegetação urbana e em área florestal em vários municípios do Estado: Caapiranga, Coari, Careiro Castanho, Novo Airão (no Parque Nacional do Jaú) e Anamã. A alta temperatura e a baixa umidade no período de verão, e também a própria população, causam as queimadas.

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