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Manaus
Saneamento Básico

Apenas 20% de Manaus é atendida com serviço de esgotamento sanitário

Há 13 anos responsável pelo sistema de abastecimento de água e esgoto na capital, a Manaus Ambiental apresentou um novo plano para expandir em 80% o serviço de coleta, até 2030 28/04/2016 às 10:59 - Atualizado em 28/04/2016 às 11:33
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O presidente da Manaus Ambiental, Sérgio Braga, informou que serão investidos, ao todo, R$104 milhões para implantar todo o novo sistema de esgoto
Isabelle Valois Manaus (AM)

Manaus recebeu nova proposta de implantação de um sistema de esgoto que deve atender até 2030 aproximadamente 80% de toda cidade. O projeto Ampliação e Modernização do Sistema de Água e Esgoto de Manaus são idealizados pela empresa Manaus Ambiental e foi apresentado ontem pelo presidente da concessionária, Sérgio Braga, ao prefeito Artur Neto (PSDB) e aos demais secretários que se reuniam no Palácio do Rio Branco, Centro.

Ao todo serão investidos R$104 milhões para implantar todo o sistema de esgoto. De acordo com Sérgio Braga, todo o investimento será privado. “Com a implantação do sistema é provável que tenhamos uma recuperação de 100% dos igarapés de Manaus, mas vale ressaltar que é necessário que a população aceite e adote o nosso sistema de esgoto para que o projeto tenha um bom desempenho”, disse.

Há 13 anos responsável pelo sistema de abastecimento de água e esgoto em Manaus, o diretor da concessionária, informou que hoje a cidade é 20% assistida com o sistema do esgoto. Porém, 50% da população onde há o sistema não o aderiu. “Isso de alguma forma prejudica, pois é um investimento particular que estamos realizando, mas vale lembrar que com esse investimento também vamos diminuir com a poluição nos igarapés e rios da região”, completou Braga.

Conforme a Manaus Ambiental, a área central é o local assistido com os 20% de esgoto, onde apenas 10% são utilizados. As obras para implantação de todo o sistema tiveram início nos últimos dois meses. A ideia é concluir pelo menos quatro estações de tratamento do projeto até o final de 2016, com um aumento de 19% de assistidos até a conclusão dessas estações.

Para Arthur Neto, a capital precisa de empresas que tenham essa visão de investimento na capital. “Nossa cidade não para de crescer e precisamos acompanhar com um melhor desenvolvimento. Estamos lutando pra isso, e me orgulho em ver que a Manaus Ambiental também focando na melhoria de nossa cidade. Estamos cumprindo com aquilo que foi acordado em nossa gestão e a Manaus Ambiental. Antes era que em 2045 Manaus teria 80% do esgotamento sanitário, dizia que era demais e conseguimos essa redução 2030 após muitas negociações e vamos atingir essa proposta”, disse.

Obrigações contratuais

A Manaus Ambiental tem obrigações contratuais com a prefeitura. De acordo com o presidente da concessionária, Sérgio Braga, hoje a capital tem 96% de rede de abastecimento.  Durante a apresentação do sistema de tratamento de esgosto, o coordenador da Unidade Gestora da Prefeitura de Manaus (UGP Água), Sérgio Elias, informou que o sistema realmente melhorou, mas continua com algumas falhas, principalmente em áreas mais populosas como as Zonas Leste e Norte.

Esses problemas devem melhorar até o final do ano, com as trocas das adutoras. “A cidade evolui e mesmo havendo as redes, com o tempo, essas redes se deterioram e precisam passar por essas mudanças para continuar com um sistema adequado para a população. Na questão do esgoto realmente vamos investir nesse sistema. Este ano vamos construir uma estação de grande porte para atender a bacia do 40”, explicou.

A compensação

O pacote de obras da Manaus Ambiental prevê ainda a compensação socioambiental dos locais que sofrerão intervenção para a nova rede de esgoto. Nessas áreas serão criados campos de futebol, quadras esportivas, academias ao ar livre e outros aparelhos urbanos de esporte e lazer para a comunidade.

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