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Manaus Ambiental e Amazonas Energia são intimados para explicar rompimento de adutora

Vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), querem explicações sobre os motivos que levaram ao rompimento de duas adutoras em menos de uma semana 26/03/2013 às 10:57
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Vereadores querem debater, com empresários do setor, sobre os problemas com as adutoras da cidade de Manaus
kleiton renzo ---

Os diretores das concessionárias Manaus Ambiental e Eletrobrás Amazonas Energia serão sabatinados no dia 5 de abril na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Os vereadores querem explicações sobre os motivos que levaram ao rompimento de duas adutoras em menos de uma semana.

A audiência pública é fruto do requerimento da vereadora Professora Jaqueline (PPS) e foi encampado pelas comissões de Defesa do Consumidor (Comed); de Direitos Humanos (COMDIH) e de Serviços Públicos (Conserp). Esta última é onde ocorrerá o debate. “Desde que iniciamos esse mandato, vemos que a falta de água é uma das principais queixas. Acredito os novos vereadores dessa 16ª legislatura precisam saber mais sobre o sistema, para cobrarmos providências”, declarou Jaqueline.

Na sexta-feira, mais de 300 mil famílias ficaram sem água em bairros como Alvorada, Compensa, Campos Elísios (Centro-Oeste), e Cidade de Deus, Cidade Nova e Amazonino Medes (zonas Norte e Leste), por conta do rompimento da adutora na estrada da Ponta Negra, que leva água da Ponta do Ismael à Zona Norte.

No sábado a adutora da rua das Flores, na Compensa, que já havia estourado há dois meses, explodiu novamente. Nos dois casos a concessionária Manaus Ambiental justificou como causa do rompimento falha no abastecimento de energia fornecido pela Eletrobrás Amazonas Energia.

“A empresa (Manaus Ambiental) está justificando de forma errada. E isso é má fé. As metas (do contrato) não estão sendo cumpridas. A empresa não vai brincar com o prefeito nem com os 41 vereadores, muito menos com a população”, disparou Socorro Sampaio (PP).

Para o vereador do PPS, Elias Emanuel, a oportunidade serviu para alfinetar o ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT), por ter sido “muito benevolente” com as empresas que administraram a concessão de água de Manaus. “O poder público tem sido muito benevolente com essa empresa ao aprovar prorrogação de 15 anos sem passar por votação nesta Casa. Precisamos saber se o sistema da Manaus Ambiental oferece segurança à população”, disse Elias.

Ecoando o discurso do prefeito Artur Neto (PSDB), que na noite de sábado, disse que avalia rescindir o contrato com a Manaus Ambiental, o presidente da Conserp, vereador Felipe Souza (PTN), adiantou que a audiência servirá para um a “defesa” da Manaus Ambiental.

“A concessionária alega que os problemas são por causa da falta de energia. Devemos analisar os fatos, discutir, e solicitar da prefeitura uma copia do contrato para analisar as sanções e penalidades. E no caso de nenhuma resposta positiva da Manaus Ambiental, fazer valer o discurso do prefeito de encerrar o contrato”, defendeu Souza.

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