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Manaus Ambiental vai definir trechos prioritários para trocar adutoras

Segundo o diretor-presidente da concessionária, Alexandre Bianchini, os oito quilômetros correspondem a adutoras antigas, que não passaram pelo programa de substituição feito entre os anos de 2007 e 2009 03/04/2013 às 12:41
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Deslizamento de um barranco no conjunto Santos Dumont pode ter sido ocasionado por um vazamento em tubulação de água
André Alves Manaus, AM

O relatório entregue pela concessionária de água Manaus Ambiental à Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas (Arsam) indica que pelo menos oito quilômetros de adutoras precisam ser substituídos. A maior parte do trecho, apontado como “prioritário” para as intervenções, está localizada na Zona Oeste da cidade, próximo à Estação de Tratamento da Ponta do Ismael.

Segundo o diretor-presidente da concessionária, Alexandre Bianchini, os oito quilômetros correspondem a adutoras antigas, que não passaram pelo programa de substituição feito entre os anos de 2007 e 2009. À época, 40 quilômetros de adutoras foram trocadas. De acordo com a Manaus Ambiental, a cidade tem, ao todo, 150 quilômetros de tubos de água.

Alexandre Bianchini informou que a empresa definirá juntamente com a Arsam e a comissão montada pela Prefeitura de Manaus para auditar o setor, um cronograma de substituições das adutoras. Ele afirmou que a concessionária já deu início à compra das novas tubulações, que serão transportadas de indústria localizada em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, e devem demorar até dois meses para chegar em Manaus. “Vamos trocar tudo o que for necessário”, disse Bianchini. Em estoque, a concessionária tem apenas dois quilômetros de tubos para substituições em caso de manutenção. Ele garantiu que

a empresa trabalha para “dar mais segurança” ao sistema de abastecimento de água e sustentou que todas as adutoras “estão dentro do padrão”.

O diretor-presidente da Arsam, Fábio Augusto Alho, confirmou que recebeu, na terça-feira, o relatório da concessionária, mas disse que não está satisfeito com as informações prestadas. “Foi um relatório bem superficial. Vamos chamar a Manaus Ambiental  para discutir tecnicamente os dados. Não estou satisfeito com esse relatório”, afirmou Fábio Alho. Conforme o chefe da Arsam, as informações repassadas pela empresa, que contém mapas e gráficos, serão analisadas minuciosamente pelos técnicos da agência, inclusive utilizando mecanismos de geoprocessamento (ferramenta eletrônica de dados cartográficos) e plotagem.

O relatório produzido pela Manaus Ambiental, que segundo a direção da empresa contém 30 páginas, é consequência da auditoria na concessionária anunciada pelo prefeito Artur Neto há uma semana, diante dos constantes rompimentos de adutoras.  A Prefeitura ameaça quebrar o contrato com a empresa. Em janeiro, 125 famílias foram afetadas pelo estouro de uma adutora no bairro Compensa. No dia 21 de março, outra tubulação de água rompeu, na Ponta Negra.

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