Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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FUMANTES

Manaus é a 19ª capital em número de fumantes passivos, diz pesquisa

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo em 2013


30/08/2017 às 10:22

Manaus é a 4ª capital brasileira com a menor prevalência de fumantes (5,6% da população), atrás de São Luiz (5,4%), Aracaju (5,4%) e Salvador (5,1%). Pode parecer pouco, mas esse percentual representa mais de 112 mil pessoas. E a capital ainda figura em 19º lugar quando se trata do número de fumantes passivos (aqueles que apenas inalam a fumaça que sai da ponta do cigarro, principalmente em ambientes fechados). Os dados são da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada ontem, Dia Nacional de Combate ao Fumo, pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo em 2013: ficou atrás apenas do tabagismo ativo e consumo excessivo de álcool. No Brasil, 428 pessoas morrem por dia por causa do tabagismo. E, embora o número de usuários de produtos derivados do tabaco tenha reduzido 35% nos últimos dez anos, o País ainda gasta R$ 56,9 bilhões com despesas médicas e perda de produtividade ligadas ao tabagismo. Além disso, o tabagismo responde por 78% dos casos de câncer no pulmão.

Doenças

Com mais de 4,7 mil substâncias presentes em sua composição, o cigarro está relacionado também a doenças do sistema cardiovascular, como infartos, derrames e acidentes vasculares cerebrais (AVC). As doenças respiratórias mais recorrentes e associadas ao tabaco são enfisemas pulmonares, bronquite, infecções respiratórias e até embolia pulmonar.

Para as neoplasias malignas (câncer), o diretor-presidente da FCecon, Marco Antônio Ricci, afirmou que, depois do envelhecimento, ele é o principal fator de risco isolado.

Conscientização

Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Fumo e chamar a atenção quanto ao perigo do tabagismo, a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) realizou ontem uma série de atividades recreativas e educativas com alunos da Escola Municipal Elvira Borges, no bairro Compensa, Zona Oeste. “Entendemos que só vamos conseguir diminuir a incidência e a mortalidade por câncer e por outras doenças se educarmos a população para os fatores de riscos delas, e o tabagismo é o principal vilão, está relacionado com todas as formas de câncer”.

Após conhecer o perigo do tabaco para a saúde humana, a estudante Geovana Santos, 9, tomou uma importante decisão. Vai pedir ao avô que deixe de fumar. “É importante para ele viver bem”, disse, garantindo que não vai querer experimentar cigarro na vida.

Suporte para largar o vício

Quem deseja parar de fumar, mas não consegue fazer isso sozinho pode ligar para o número 0800.280.8.280 e saber qual Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa pode procurar para fazer o tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, há 22 Ambulatórios para Tratamentos de Fumantes em Manaus, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

A coordenadora municipal do Programa de Tratamento e Controle do Tabagismo, Francinara Lima, afirmou que a taxa de pessoas que param de fumar após procurar tratamento é de 52%. O percentual é maior do que a média nacional. “Este ano atendemos 1,2 mil pessoas”, disse. Conforme ela, o tratamento inclui avaliação clínica, quatro sessões em grupo, além de ajuda medicamentosa como adesivos de nicotina, goma de nicotina e bupropiona.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 8 milhões de pessoas devem morrer por ano, em 2030, por causa do consumo de tabaco e seus derivados, se a tendência atual continuar, sendo que 80% dessas mortes ocorrerão nos países de baixa e média renda.

Data estabelecida por lei federal em 1986

O dia Nacional de Combate ao Fumo foi criado há 31 anos (1986), por meio da Lei Federal 7.488, que inaugurou a normatização voltada para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva. E teve como principal objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

Órgãos públicos se manifestam contra o uso de aditivos

O Inca e o Ministério da Saúde divulgaram ontem posicionamento público pela proibição de aditivos em cigarros, usados com a finalidade de facilitar a iniciação de jovens ao tabagismo. A divulgação antecede julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contra resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2012, que restringe o uso de aditivos em derivados do tabaco. A indústria tabageira obteve liminar favorável em 2013 e continua a usar livremente os aditivos em seus produtos. Essas substâncias dão aromas e sabores adocicados aos cigarros, facilitando a experimentação.

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