Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2021
MULHERES

Manaus é a 5ª capital com a menor representação feminina

Levantamento na composição das Câmaras Municipais das capitais realizado pelo TSE após a eleição do dia 15 deste mês confirma a baixa representatividade feminina no Legislativo Municipal



mulheres_D02E5428-A710-4FB3-A4B0-076F741E8DD8.JPG Das 41 e uma vagas da CMM, apenas quatro serão ocupadas por mulheres: Glória Carrate e Professora Jacqueline, reeleitas, e Thaysa Lippy e Yomara LIns eleitas
26/11/2020 às 09:25

Levantamento feito pelo TSE mostra a baixa representatividade de mulheres tanto nas prefeituras como nas câmaras municipais Apesar de representarem mais de 51,8% da população e mais de 52% do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda são minoria na política. Levantamento na composição das Câmaras Municipais das capitais realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a eleição do dia 15 deste mês confirma a baixa representatividade feminina no Legislativo Municipal.

Manaus, por exemplo, onde 52,8% do eleitorado é de mulheres, ocupa a quinta pior colocação no percentual de vereadoras, numa lista de 25 capitais. Macapá, capital do Amapá, foi a única que ficou de fora da contagem porque a eleição foi adiada devido ao apagão elétrico. De um total de 41 vereadores, só foram eleitas quatro vereadoras.



Foram eleitas, este ano, 651 prefeitas (12,1%), contra 4.750 prefeitos (87,9%). A proporção é a mesma do pleito de 2016, segundo dados do TSE. Já para as câmaras municipais, foram 9.196 vereadoras eleitas (16%), contra 48.265 vereadores (84%). Apesar do percentual ser o mesmo este ano houve o acréscimo de 63 mulheres que conquistaram o mandato. Em 2016, elas somaram 9.133.

Em mensagem divulgada nas redes sociais na terça, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, reforçou que, nas Eleições 2020, houve um aumento no número total de mulheres eleitas no primeiro turno, com mais de 50% de candidatas ao cargo de prefeito e vice-prefeito no segundo turno.

“Mas também tivemos um aumento nos ataques físicos ou morais a mulheres candidatas. Esse tipo de agressão a mulheres é pior que machismo, é covardia. Precisamos de mais mulheres na política e, portanto, precisamos enfrentar essa cultura do atraso, da discriminação, do preconceito e da desqualificação”, destacou Barroso.

Ranking

Proporcionalmente, a capital brasileira que possui mais mulheres eleitas para a câmara municipal é Porto Alegre (RS). Dos 36 eleitos, 11 são mulheres (30,6%) e 25 são homens (69,4%). Já a capital que possui menos vereadoras eleitas, também de forma proporcional, é João Pessoa (PB), com apenas uma mulher (3,70%), contra 26 homens (96,3%).

Para a análise final dos dados, ainda falta aguardar o resultado de 57 cidades em que os candidatos disputarão a Prefeitura no segundo turno, no dia 29 de novembro. No entanto, entre todos os municípios onde haverá nova votação, apenas 19 deles têm mulheres concorrendo ao cargo de prefeito: Porto Alegre (RS); Recife (PE); Aracaju (SE); Rio Branco (AC); Porto Velho (RO); Bauru (SP); Cariacica (ES); Contagem (MG); Franca (SP); Juiz de Fora (MG); Pelotas (RS); Ponta Grossa (PR); Praia Grande (SP); Ribeirão Preto (SP); Santarém (PA); São Vicente (SP); Sorocaba (SP); Taubaté (SP) e Uberaba (MG).

Ponta Grossa, no Paraná, é a única cidade em que a disputa está entre duas mulheres: Mabel Canto (PSC) e Professora Elizabeth (PSD).

Subrepresentação

Mestra em Sociedade e Cultura na Amazonia e especialistas em Antropologia Social na área de relações de gênero, política e poder, Michelle Vale avalia que a subrepresentação feminina é mais complexa do que o reduzido número de mulheres eleitas. “E quando nos falamos de representatividade, não estamos falando somente da mulher branca nos espaços de poder político. Nós moramos em um território com um número de pardos, negros e índios considerável, porém se nós formos nas casas parlamentares nós não temos essa discussão e não temos essa representatividade. Nós não temos mulheres negras, e apesar desse pleito o número de candidatas negras bastante expressiva, mas não temos mulheres negras nos representando”, disse.

Nome social

Cento e setenta e uma pessoas se candidataram com nome social para o pleito deste ano. Esta foi a primeira vez que candidatos puderam ser identificados dessa forma. Do total, 140 (81,87%) se identificaram como sendo do gênero feminino, enquanto os outros 31 (18,13%) se declararam do gênero masculino. Todos eles se candidataram ao cargo de vereador. Foram três eleitos, nas cidades de Batatais (SP), Araraquara (SP) e Eldorado dos Carajás (PA); 105 ficaram como suplentes.

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