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Manaus lidera ranking de inadimplência no Norte do país

Economistas explicam que a alta taxa no Norte e Nordeste é consequência de as regiões possuírem a menor renda per capita do País 17/09/2015 às 11:49
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Especialistas da área financeira aconselham os consumidores a buscar a menor taxa de juros na hora de comprar
Saadya Jezine ---

Manaus é a capital que apresenta a maior taxa de inadimplentes da região Norte, envolvendo 38,1% da população, segundo ranking divulgado ontem pela Serasa Experian. A capital amazonense é seguida por Porto Velho (RO), com 37,2%, e por Macapá (AP), com 36,4%.

Economistas da Serasa Experian explicam que as capitais das regiões Norte e Nordeste tendem a ter inadimplência mais alta, pois possuem renda per capita menor que a de capitais do Centro-Sul.

O agravamento da crise econômica brasileira se aprofunda. O reflexo dessa realidade está demonstrado através dos últimos índices de inadimplência.

Segundo Serasa Experian, a região que concentra maior número de inadimplentes é a Norte, atingindo 31,1% da população, seguida pelo Centro-Oeste, com 26,4%. O alto índice não está somente na quantidade de pessoas que não cumpriram seus compromissos financeiros, mas na vontade de quitar suas dívidas e “limpar” seu nome no mercado.

Paulo Euzébio, vice-presidente de desenvolvimento profissional do Conselho Regional de Contabilidade, afirma que o cuidado deve anteceder os gastos. “O que nós devemos fazer é restringir o máximo o consumo, o planejamento é essencial para evitarmos a situação de inadimplência”. No entanto, se o consumidor já estiver com o nome comprometido, o melhor a fazer “é buscar a menor taxa de juros. Negociar a mesma dívida com prazos menores é uma das alternativas”, complementa o contador.

Cautela

Entre as principais opções para quitação das dívidas está o cheque especial, empréstimo e renegociação do próprio débito. O banco não está entre as melhores opções para quitar a inadimplência, isso por que a taxa média de juros em agosto, apresentou aumento pelo oitavo mês consecutivo. A anual alcançou índice de 43,2%, segundo o Banco Central (BC), atingindo o maior patamar desde que o BC começou a divulgar esses dados – em março de 2011.

A assistente administrativo, Rachel de Araujo, tem uma dívida bancária de R$ 5mil “mas para quem ganha menos de R$ 2 mil por mês e tem que pagar aluguel, contas de água, luz, telefone e alimentação, fica inviável a quitação no momento. O que eu estou esperando é o 13º salário para fazer uma proposta ao banco, que inclui a retirada de todo o juros”, destaca.

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