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Manaus participa de mobilização nacional contra o tabagismo

Nos anos 60, 60% da população eram fumantes. Com as campanhas e prevenção, o Brasil conseguiu reduzir este número para 15%, que hoje equivalem a 22 milhões de pessoas 25/08/2015 às 10:19
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Estima-se que no Brasil, atualmente, 22 milhões de pessoas sejam fumantes
Isabelle Valois ---

Ambulatórios públicos de Tratamento de Fumantes estão engajados na semana Nacional de Combate ao Fumo que, aqui em Manaus, teve início ontem na Unidade Básica de Saúde (UBS) Sálvio Belota, localizada no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, considerada a unidade que teve mais procura para participarem da primeira turma de tratamento.

Coordenadora do projeto da UBS Sálvio Belota, a enfermeira Karen Nobrega contou que, ao todo, foram 25 pessoas inscritas. Deste número, 16 iniciaram o processo do abandono do cigarro e 15 deram continuidade. “Além das palestras, encontros e orientações sobre o tratamento contra o tabagismo, a equipe que trabalha diretamente com tratamento realiza a manutenção e acompanhamento dessas pessoas, além da terapia que tem a duração de um ano”, afirmou.

Além de todo o processo, as pessoas que querem parar de fumar, realizam um acompanhamento médico e psicológico, recebem toda a medicação ofertada pelo Ministério da Saúde, que tem lutado por todo o País para diminuir o número de fumantes.

“A situação do fumo é considerada um problema para a saúde pública, pois ele ocasiona várias doenças que precisam de mais cuidado e gasto para serem tratadas”, explicou Karen.

Nos anos 60, 60% da população eram fumantes. Com as campanhas e prevenção, o Brasil conseguiu reduzir este número para 15%, que hoje equivalem a 22 milhões de pessoas.

A coordenadora estadual de atenção oncológica do Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Marília Muniz, informou que pessoas estão em processo de capacitação para auxiliar na implantação de ambulatórios de tratamento de fumantes no interior do Amazonas.

“Conforme o número de habitantes, Manaus é a capital que mais tem ambulatórios de todo o País. Para incentivar que as pessoas realmente parem de fumar, vamos inaugurar, ainda neste ano, outros ambulatórios no interior”, reforçou.

Em Manaus existem 15 ambulatórios que trabalham com o tratamento. Todos estão nas UBS distribuídas pelas zonas da cidade.

Blog: Aluízio dos Santos Bráz, 62, auxiliar de serviço gerais da Unidade Básica de Saúde (UBS) Belota

“Comecei a fumar quando tinha 22 anos por influência dos meus amigos. Minha primeira esposa também tinha o vício, então isso me influenciou por um bom tempo. Nunca tinha pensado que um dia conseguiria parar de fumar. Digo que não é fácil, principalmente quando temos pessoas próximas que ficam nos influenciando negativamente. Meus amigos, por exemplo, não acreditam que vou conseguir para de fumar e quando estamos juntos sempre ficam me oferecendo cigarros, mas é neste momento que eu me recordo que, durante os 40 anos em que vivi fumando, passei por muito constrangimento, pois as pessoas reclamam do cheiro que ficava na minha roupa e no meu corpo. Minha segunda esposa também fumava e todos os dias comprava uma carteira de cigarro pra mim e outra pra ela. Uma vez que eu esqueci de comprar, ela disse que daquele dia em diante iria parar de fumar. Eu não acreditei no que ela havia prometido, mas realmente ela conseguiu. Por causa disso, ela sempre me influenciava a parar, até porque temos quatro filhos e dois deles também fumam, acho que foram motivados por ver os pais fumarem”.

Danos

O cirurgião cardiovascular Mariano Terrazas, que integra a equipe da Fundação do Coração Francisca Mendes, destaca que o tabagismo é danoso para a saúde sob vários aspectos. Na parte respiratória, por exemplo, o fumo é um grande fator de risco para as doenças pulmonares obstrutivas crônicas, grupo em que se incluem o enfizema pulmonar e a bronquite crônica do fumante, e principalmente, para o câncer de pulmão. "Mas o hábito de fumar também tem repercussões negativas na saúde do pessoa no parte circulatória", destacou.

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