Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
MOBILIZAÇÃO

Manaus participará de ação nacional no combate à violência contra a mulher

Anfiteatro da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, será o ponto de concentração da caminhada e da roda de conversa neste domingo (8)



VIIOL_NCIA_CONTRA_A_MULHER_473870BD-77C0-4EA8-A842-7A6148B1D5E0.JPG Ato recorda as mulheres assassinadas no Amazonas em novembro de 2009. Foto: Arquivo AC
03/12/2019 às 14:15

No próximo domingo (8) todo o Brasil estará mobilizado pela terceira vez em defesa das mulheres e contra a violência doméstica. E Manaus participará pela primeira vez da caminhada, cujo tema deste ano é “Se a gente não se mexer, essa luta não sai do lugar”. A partir das 9h, o anfiteatro da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, será o ponto de concentração da mobilização nacional pelo fim da violência contra as mulheres.

A caminhada integra a programação dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, campanha internacional idealizada pela Organização das Nações Unidas (ONU Mulheres). No Brasil a mobilização tem duração de 21 dias, iniciada no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e com o término na terça-feira (10). O Grupo Mulheres do Brasil organiza as ações de ativismo pelo país.



Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) divulgados em agosto deste ano, em 2018 foram registrados 25,3 mil casos de violência doméstica em Manaus.  Até junho deste ano, conforme a SSP-AM, 13 mil casos foram registrados. Em comparação com o mesmo período do ano passado houve um crescimento de 11% no número de casos.

Fabiana Souza, coordenadora do Núcleo Manaus do Grupo Mulheres do Brasil, declarou que após a caminhada pelo cartão postal da cidade, as mulheres serão convidadas a participarem da roda de conversa e ações de informação com o objetivo de coibir a violência contra o público feminino.  Para a coordenadora, informar os canais de apoio, de denúncia e as formas de violência colaboram para um ativismo diário.

“O medo ainda prevalece em muitas mulheres. Muitos pensam que é simples apenas abandonar o agressor. O que essas pessoas não compreendem é que a mulher vítima de violência doméstica está dentro de um universo, em todo um contexto. É preciso criar um meio para que os grupos de apoio cheguem até a vítima. A caminhada tem o objetivo de levar não somente mulheres, mas, as crianças, os homens e toda a família para refletir sobre os números alarmantes de violência”, declarou Fabiana Souza.

De acordo com Marisa Cesar, CEO do Grupo Mulheres do Brasil, a caminhada deverá reunir milhares de pessoas em todo o Brasil e também no exterior. “Essa grande mobilização ganhou agora caráter internacional com os nossos Núcleos no exterior. A violência contra a mulher acontece em todo o mundo, não é um problema exclusivo do Brasil. Com camisetas laranjas, vamos ocupar as ruas em sintonia com as mulheres de todo o planeta que ainda vivem em situação de violência”, estima Marisa.


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