Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
NESTA QUINTA-FEIRA

Manaus receberá Encontro das Empresas de Segurança Privada

O Enesp vai reunir até o dia 23 de junho, no Tropical Hotel, os principais executivos das empresas de segurança brasileiras.



DAN_VALENDO0333.jpg (Foto: Divulgação)
21/06/2017 às 21:04

Em tempo de aumento da violência, os recursos públicos sozinhos demonstram que não estão conseguindo conter a criminalidade. Nesse cenário o compartilhamento de soluções  tecnológicas da Segurança Privada pode ser um grande aliado. Nesta quinta-feira (22), Manaus receberá representantes das principais empresas do País para o Encontro das Empresas de Segurança Privada (Enesp) da Região Norte.

Promovido pela Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) e pelos Sindicatos que representam o segmento na Região Norte, o Enesp vai reunir até o dia 23 de junho, no Tropical Hotel, os principais executivos das empresas de segurança brasileiras.



A programação inclui a discussão de temas como a gestão integrada entre a Segurança Pública e Privada, onde o Estado do Amazonas é considerado pioneiro no compartilhamento de informações entre esses setores.

O assunto será o tema da apresentação do Secretário Executivo-Adjunto de Planejamento e Gestão Integrada do Amazonas, coronel Dan Câmara, que em entrevista Exclusiva para o Portal A Critica, fala sobre o cenário da parceria no Estado e do projeto que permite a utilização das imagens das câmeras de segurança de empresas privadas pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, para fins de prevenção de crimes e pronta-resposta dos órgãos de Segurança.                       

A parceria entre o setor público e privado começou em 2015. A crise aproximou esse cenário dessa parceria aqui no Amazonas?
D.C – Com certeza. Um dos fatores que fez com que a Segurança Pública se aproximasse mais ainda da Segurança Privada foi o cenário econômico. Além disso, a visão estratégica de quem está gerenciando todo o sistema de Segurança Pública, diria que por conta da vinda do Dr. Sérgio, fez com que ele trouxesse consigo toda uma expertise sobre coordenação desse sistema privado, em razão do trabalho na Polícia Federal. Essa capacidade de enxergar possibilidades de utilizar o sistema de Segurança Privada de forma integrada com a Segurança Pública fez com que nós pudéssemos começar a tratar de maneira diferenciada esse momento atual onde a integração e a parceria público/privado faz toda a diferença no dia de hoje.

 Eu diria que além do cenário econômico, há uma necessidade de se ampliar ou capilarizar os sistemas disponíveis para Segurança Pública contando com quem já usualmente pratica esse tipo de atividade ou dispõe de sistemas que são capazes de promover a segurança nos estabelecimentos privados.

Então, a partir desse diagnóstico, sabendo que a Segurança Privada já dispõe de periféricos de pontos de monitoramento, e a Segurança Pública também dispõe de certos pontos de monitoramento, mas trabalha com uma limitação orçamentária muito grande, que o interesse mútuo aconteceu e hoje nós temos em uma grande parceria.

 O que já tem consolidado mesmo de parceria público/privado de segurança?
D. C - Bom, o nosso caso, a nossa experiência, nos levou a publicar um edital de chamamento onde duas grandes entidades representativas de classe trouxeram suas documentações e foram acatadas pelo edital. Uma delas trata de sistemas de monitoramento de última geração com câmeras, redes de fibra ótica, com analíticos, por exemplo, o ACR identificador de placas e identificador facial, a capacidade de alertas aqui no sistema, ou seja, com a parceria temos uma possibilidade de trazer inteligência para o sistema de monitoramento. No nosso sistema se não houver uma pessoa monitorando ele não é capaz de propiciar, sozinho, a visualização do ato ou do fato criminoso no momento que acontece, ou seja, depende de pessoas, e como nós temos uma limitação de contratação, isso é muito incipiente, acontece, mas poderia ser melhor. No caso do sistema privado, além dos identificadores de placa e identificador facial, nós temos hoje a capacidade de rastreamento de veículos e objetos, e também de alerta do pânico, alerta proteção, que ao ser acionado, num painel de 200 câmeras, por exemplo, abre ali uma imagem que possibilita uma resposta mais qualificada em um menor espaço de tempo. Então nós conseguimos ver o que estar acontecendo no local em tempo real de acordo com a necessidade, por isso dedicar recursos com melhor qualidade gerando menor esforço e melhor resultado.

Isso na prática já acontece, por exemplo, com empresas do Distrito que é um segmento privado, que se aliou ao Poder Público, por meio do chamamento. Isso se dá de que forma?
D. C - O Distrito é um segmento que passou a adotar e está ampliando isso, a longo e médio prazo. Nós estamos trabalhando com a concepção de uma cerca de proteção de todo o Distrito Industrial onde todos os veículos que entram e saem da área do Distrito serão monitorados pelo sistema de ACR que está previsto de ser instalado ali. Portanto todo e qualquer veículo que entrar e sair na região do Distrito, será identificado e se for um veículo furtado ou roubado, um veículo que esteja sendo utilizado para a prática de delitos, de imediato será possível identifica-lo e já é realizado uma ação correspondente de apreensão do veículo e tomar as providências cabíveis.

O carro chefe da vigilância privada, que é o monitoramento eletrônico, são as câmeras. Elas realmente contribuem para inibir o crime e posteriormente ajudar nas investigações? Isso é fato concreto? Quem tem monitoramento tem essa vantagem hoje?
D. C – Sim, é fato. Quem não tem o sistema de monitoramento à sua disposição, basicamente não tem nada. Quem tem o sistema de monitoramento à sua disposição tem uma possibilidade, em três momentos, de alcançar bons resultados. O primeiro momento é aquele em que as pessoas, por saberem que aquele local ou que aquele objeto está sendo monitorado, deixam de cometer o crime, deixem de tentar entrar na residência, ou tentar roubar o comércio, ou furtar um veículo por saber que aquele objeto, aquele local, aquela pessoa está sendo monitorada. Isso quer dizer que, em grande parte o que se espera é que o sistema de monitoramento evite a prática do crime, mas pode acontecer que o sistema não consiga evitar, então nós temos essa conduta de pronta resposta. E aí a grande vantagem da parceria público/privada: termos no Sistema de Segurança Pública, no Centro Integrado Operações de Segurança, a representação do segmento privado que está monitorando as câmeras em tempo real com as capacidades de analíticos, de inteligência no sistema e de redução no tempo de resposta na passagem da ocorrência para o sistema público, que vai realizar a pronta-resposta em termos de segurança, além das respostas que já são oferecidas pelo próprio sistema privado.


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