Quarta-feira, 25 de Novembro de 2020
LEVANTAMENTO

Manaus registra 1583 casos de malária nos quatro primeiros meses de 2020

O número representa uma redução de 8,9% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram notificados 1.738 casos da doença, de acordo com levantamento da Prefeitura



jl2_1704_malaria_frame_3ABD332D-497C-45C5-AD63-1E382F71248A.jpg Foto: Divulgação
06/05/2020 às 14:48

A capital amazonense registrou 1.583 casos de malária nos quatro primeiros meses deste ano. O número representa uma redução de 8,9% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram notificados 1.738 casos da doença, de acordo com levantamento da Prefeitura de Manaus.

De acordo com o chefe do Núcleo de Controle da Malária, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), João Altecir Nepomuceno da Silva, a redução mantém uma tendência dos últimos dois anos, sendo que, em 2018, houve redução de 20,8% e, em 2019, chegou a 21,9%, superando a meta pactuada de 15% nos Planos Anuais de Saúde (PAS – 2018 e 2019).



A malária é doença infecciosa produzida por protozoários do gênero Plasmodium, tendo como principal vetor de transmissão o mosquito Anopheles, e é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um grande problema de saúde pública nos países em desenvolvimento.

João Altecir explica que uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente a outra pessoa. É necessária a participação do vetor de transmissão, que é a fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo protozoário plasmodium, que causa a doença.

“Apesar da redução registrada este ano, há preocupação com os casos registrados na zona rural de Manaus, que apresentou nos últimos meses um aumento dos casos, o que mostra a necessidade da intensificação das ações de busca ativa, borrifação intradomiciliar e o fortalecimento da rede de diagnóstico. Com a pandemia da Covid-19 e a sobrecarga no atendimento nos serviços de saúde, é importante neste momento reforçar o trabalho de prevenção às outras doenças”, destacou João Altecir.

Na prevenção à malária, a população pode contribuir com cuidados básicos para evitar a disseminação da doença: uso de mosquiteiros; uso de roupas que protejam pernas e braços para evitar a picada do mosquito; colocação de telas em portas e janelas; uso de repelentes; e nas áreas de incidência do mosquito transmissor da malária, normalmente locais de floresta com rico manancial de água limpa, é necessário que a população evite frequentar beira de rios, igarapés e áreas alagadas no final da tarde ou no amanhecer, período onde há maior circulação do mosquito transmissor.
 

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