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Manaus
Meio Ambiente

Manaus sedia 1º Encontro de Mosaicos de Áreas Protegidas da Região Norte

Problemáticas das áreas protegidas são alguns dos assuntos a serem discutidos em encontro a partir de hoje 07/03/2017 às 09:37 - Atualizado em 07/03/2017 às 09:38
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Apuí, no Sul do Amazonas, tem um dos mosaicos de área protegida que enviarão representantes ao encontro em Manaus ( Fotos: Adriano Gambarini/WWF-Brasil e Zig Koch/WWF-Brasil)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

A pressão de setores que não pensam na questão da sustentabilidade e que, por sua vez, buscam se aproveitar da utilização de recursos naturais sem se preocupar com o verde e a biodiversidade, coloca em risco as áreas protegidas em todo o País. Essa e outras problemáticas antigas e corriqueiras contra o meio ambiente serão discutidas a partir desta terça-feira (7), e até quinta-feira (9), sempre a partir das 9h, durante o 1º Encontro de Mosaicos de Áreas Protegidas da Região Norte, que tem como local o Quality Hotel (avenida Mário Ypiranga, 1090, Adrianópolis, Zona Centro-Sul). O evento vai reunir cerca de 150 pessoas, dos 9 Estados da Amazônia, que vão falar sobre como gerir, conservar e preservar grandes extensões de florestas.

Para exemplificar a importância do evento, estarão na capital amazonense profissionais responsáveis pela gestão de uma área equivalente a 32 milhões de campos de futebol de áreas naturais - como florestas, savanas, mangues, cachoeiras, rios, lagos, planícies, montanhas e etc.

A organização está por conta da Rede Mosaico de Áreas Protegidas (Remap), o WWF-Brasil (que dá apoio técnico e financeiro a esta iniciativa), o Instituto Pacto Amazônico (IPA), o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), a Fundação Vitória Amazônica (FVA), o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto Socioambiental (ISA) e o WCS-Brasil.

Participam deste encontro, oficialmente, os representantes dos mosaicos do Lago de Tucuruí (PA), Apuí (AM), Baixo Rio Negro (AM), da Amazônia Meridional (AM/MT/RO), da Amazônia Oriental (AP/PA) e do Jalapão (TO/BA). Na programação do encontro, constam temas como governança, gestão integrada e compartilhamento de experiências exitosas.

O que é um mosaico?

Um mosaico de áreas protegidas é uma figura jurídica prevista na lei nº 9985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). Ele é basicamente um conjunto de unidades de conservação, quilombos ou terras indígenas que, por compartilhar uma série de características físicas em comum (geografia, hidrografia e biodiversidade, por exemplo) compartilham ações, planos e estratégias comuns para conservação de seus recursos naturais, culturais e sociais.

A ideia dos mosaicos é otimizar recursos e maximizar resultados, garantindo a participação social no controle das áreas protegidas e garantir maior eficiência nas ações. Atualmente, existem 15 mosaicos de áreas protegidas no Brasil – a maior parte deles na Amazônia, ressalta o WWF Brasil, por meio de sua assessoria de comunicação, em material enviado para a imprensa sobre o evento.

Evento será transmitido pelo YouTube nesta terça-feira

O primeiro dia de programação do Encontro de Mosaicos terá transmissão ao vivo no perfil oficial do WWF-Brasil no YouTube, disponível no https://www.youtube.com/WWFBrasil.
A transmissão tem início às 9h (horário de Manaus) e será possível interagir com a mesa onde serão realizadas palestras e os painéis.

Para a analista de conservação do WWF-Brasil, Jasylene Abreu, este momento será uma grande oportunidade de conhecer e entender as realidades locais de cada mosaico de áreas protegidas. “Precisamos reforçar as articulações locais e a implementação desses mosaicos. Então penso que essa será uma oportunidade de conhecer essas iniciativas, visualizá-las e realizar diagnósticos para saber quais são os seus problemas e desafios”, afirmou.

A Rede Mosaico de Áreas protegidas (Remap) reúne gestores, pesquisadores e interessados nos mosaicos de áreas protegidas do Brasil. Atualmente a rede articula a realização de outros encontros ao longo do ano: existe a proposta de um evento em maio voltado aos mosaicos da Mata Atlântica e outro em setembro, para debater a situação dos mosaicos do Cerrado e do Espinhaço. Um encontro nacional deve acontecer no final do ano, informa o WWF.

“Não somos contra os empreendimentos, mas queremos ações sustentáveis”, comentou para A CRÍTICA a integrante do núcleo de coordenação do Remap, Heloisa Dias.

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Heloisa Dias, do Núcleo de Coordenação do Remap
 

"As áreas protegidas correm risco, sim. Essa situação nos preocupa porque você tem a pressão vinda de setores que não pensam na questão da sustentabilidade, que querem pressionar pela utilização dos recurusos naturais e sem se preocupar com o verde e a  biodiversidade. Alguns desses setores que fazem esse tipo de pressão são os de agronegócios e logística. Vejamos a questão do licenciamento ambiental: ele é pressionado por esses empreendimentos. Queremos um comprometimento maior dos governos Federal e Estadual com a conservação do meio ambiente. As áreas protegidas são instrumentos que conservam a biodiversidade. Não somos contra os empreendimentos, mas queremos ações sustentáveis em prol dessas áreas".

Frase

“Será a oportunidade de conhecer essas iniciativas, visualizá-las e realizar diagnósticos para saber quais seus problemas e desafios”

Jasylene Abreu, analista de Conservação da WWF-Brasil

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