Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020
DARK STORAGE

Cinco homens são presos suspeitos de compartilhar pornografia infantil no AM

Operação ‘Dark Storage’ da Polícia Federal visa reprimir o armazenamento e disseminação de conteúdo pornográfico infantil por meio da internet no Amazonas



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28/07/2020 às 08:31

Cinco homens, não identificados, foram presos na cidade de Manaus, suspeitos de armazenarem e compartilharem pornografia infantil, segundo informou a Polícia Federal (PF) em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (28), na sede da instituição, situada no bairro Dom Pedro 2, na Zona Centro-Oeste de Manaus. O armazenamento e disseminação de conteúdo dessa espécie incentiva a prática de pedofilia, alertou Max Ribeiro, delegado regional de investigação e combate ao crime organizado.

De acordo com Felipe Lavareda, delegado de polícia federal, vídeos e fotos de pornografia infantil foram encontrados nas casas dos suspeitos. A autoridade policial afirmou que a quantidade exaltada de arquivos será confirmada pelas equipes policiais. Basta a existência de um arquivo para que a ação seja confirmada como crime, conforme Lavareda.



De acordo com o delegado, a disseminação dos arquivos ilícitos ocorreu em grupos do aplicativo de mensagens WhatsApp ou por meio de programas. A faixa etária dos suspeitos é de a partir dos trinta anos.

Max Ribeiro disse, que, as equipes de investigação realizaram buscas nos endereços dos suspeitos para esclarecer a suspeita de prática de crimes de disseminação de pornografia infantil na internet, em operação denominada Dark Storage.


Foto: Jair Araújo

“Algumas pessoas ainda acreditam que ficariam imunes à atuação da polícia, por estarem atrás de uma tela de computador. Hoje em dia, as nações cooperam internacionalmente [para resolução desse tipo de crime]”, disse Ribeiro.

Segundo a autoridade policial, além dos crimes de armazenamento e disseminação de pornografia infantil, outros delitos podem ser constatados – como o de associação criminosa –, durante a sequência das investigações.

Ribeiro informou que mais detalhes serão esclarecidos no decorrer da apuração policial.

Investigação de outros possíveis crimes

As pessoas que armazenam esse tipo de conteúdo, segundo Ribeiro, fazem-no porque têm interesse em diferentes finalidades, seja a comercialização dos materiais ou o prazer mórbido de apreciação.

O delegado disse, também, que pessoas que armazenam esse tipo de material, por vezes têm interesse em produzir os próprios, o que levará as equipes de investigação a apurarem a existência de possíveis vítimas dos suspeitos.

Labareda informou que a ação policial surgiu da junção de várias investigações decorrentes de relatórios de órgãos internacionais recebidos pela PF, que indicaram a ocorrência de compartilhamento dos arquivos proibidos por lei.

Os investigadores responderão na medida de suas participações, pelos crimes de posse, compartilhamento de arquivos de pornografia infantil, com penas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal Brasileiro, que variam de 1 a 6 anos de reclusão.


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