Sábado, 24 de Agosto de 2019
Manaus

Manaus tem plano de contingência para o ebola, diz secretário municipal de saúde

Além do plano de contingência, o Amazonas conta com a Fundação de Medicina Tropical (FMT), que é referência nacional e internacional para a internação hospitalar de casos de doenças infecciosas



1.gif Segundo Homero de Miranda Leão, o risco de epidemia da doença no Brasil é baixíssimo. “O importante é manter a prontidão caso surjam casos suspeitos no município de Manaus"
10/10/2014 às 15:51

O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, explicou nesta sexta-feira (10) que Manaus, assim como o Brasil, é considerado um local com baixo risco para ebola pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar de um paciente classificado como suspeito de infecção ter chegado ao País no dia 19 de setembro, procedente da Guiné com escala em Marrocos, e deu entrada nessa quinta-feira (9) na Unidade de Pronto-Atendimento Brasília, em Cascavel (PR), com suspeita da doença.

"É importante que as pessoas entendam que a doença não é de fácil transmissão. É preciso ter contato direto com a secreção que as pessoas doentes expelem, como vômito, diarreia ou sangramento, além de contato com alimentos contaminados pelo vírus e no manuseio sem proteção de cadáveres de pessoas vítimas da doença. Esse paciente que chegou ao Brasil tem apenas uma suspeita de ebola, e o caso somente será confirmado em 24 horas, mas temos que ter tranquilidade porque todas as medidas estão sendo tomadas e a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado estão preparados para qualquer eventualidade”, assegurou Homero.

Homero informou que a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) tem um plano de contingência para o controle e combate ao vírus que transmite o ebola. O plano inclui a participação do Governo do Estado, através da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), do Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e do Governo Municipal, por meio do Departamento de Vigilância Epidemiológica/Semsa e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192).

Além do plano de contingência, o secretário lembra que a Manaus possui profissionais treinados para atuar no combate às doenças como ebola, que o Samu conta com ambulâncias totalmente equipadas no caso de necessidade do transporte de pacientes com casos suspeitos, que já existem equipamentos de proteção individual adequados e que o Amazonas conta com a Fundação de Medicina Tropical (FMT), que é referência nacional e internacional para a internação hospitalar de casos de doenças infecciosas. “Toda essa preparação pode ser considerada um dos legados da Copa do Mundo para Manaus, quando a cidade foi totalmente preparada e equipada para enfrentar situações como essa”, afirma Homero de Miranda Leão.

Suspeita

Em nota divulgada na quinta-feira, o Ministério da Saúde informou que o paciente foi transferido, conforme protocolo de segurança, para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, referência nacional para casos de ebola. Na nota, o Ministério acrescenta que o paciente relatou que teve febre nos dias 8 e 9. Até o início da noite do dia 9, estava subfebril e não apresentava hemorragia, vômitos ou quaisquer outros sintomas. Seu estado geral é bom e ele é mantido em isolamento total.

Por estar no vigésimo primeiro dia, limite máximo para o período de incubação da doença, foi considerado caso suspeito, seguindo os protocolos internacionais. Segundo Homero de Miranda Leão, o risco de epidemia da doença no Brasil é baixíssimo. “O importante é manter a prontidão caso surjam casos suspeitos no município de Manaus, que está apto para acompanhar e monitorar de forma intensa e prioritária, 24 horas por dia, qualquer tipo de suspeita”, salientou.

Segundo dados da OMS, 8.033 pessoas foram contaminadas pela doença e 3.865 delas morreram. O maior número de casos foi registrado na Libéria, Serra Leoa, Guiné, além de Senegal e Nigéria. O vírus do ebola só é transmitido por meio do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados.

*Com informações do Departamento de Comunicação da Semsa

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