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Mandante de assassinato de 2013 no bairro Educandos é preso

Vítima teria armado golpe para não pagar dívida de drogas e R$ 6 mil. Homem descobriu armação e mandou que dois homens executassem o devedor 26/02/2015 às 15:37
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Arleson Adriano da Silva e Silva, 29, conhecido como “Preto”
FÁBIO OLIVEIRA Manaus (AM)

Acusado de ser mandante de um assassinato em 2012, no bairro Educandos, em Manaus, e foragido desde 2013, Arleson Adriano da Silva e Silva, 29, conhecido como “Preto”, foi preso na tarde de terça-feira (24), em cumprimento a mandado de prisão, pela Polícia Civil do Amazonas.

Segundo a polícia, por conta de uma dívida, “Preto” ordenou que dois homens executassem o modelo Kaiosan Barbosa Monteiro, o “Kaio”, 21. Os executores do crime são André Trajano Incarnação, vulgo “Cajá” e Eferson Carvalho de Oliveira, o “Gugu”, que já estão presos.

De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), delegado Ivo Martins, o crime está relacionado com o tráfico de drogas em Manaus. No ano do crime, a vítima teria emprestado de “Preto” uma quantia em drogas e R$ 6 mil em espécie.

Entretanto, segundo a polícia, o motivo do crime seria uma armadilha que o modelo Kaiosan armou para não pagar a dívida. Segundo Martins, Kaiosan teria combinado, com comparsas, para que o dinheiro e a droga fossem “apreendidos” e, como desculpa, ele se livrasse da dívida.

“Ele armou uma situação para que supostos policiais abordassem o ‘Preto’ e fizessem com que a droga e o dinheiro fossem apreendidos. Tudo para não ter que pagar o valor de volta. Foi quando o ‘Preto’ teve ciência disso e mandou matá-lo”, explicou o delegado Ivo Martins, da DEHS.

No dia do crime, os executores, “Cajá” e “Gugu”, foram os autores dos disparos. Eles entraram no beco Paciência, rua São Vicente, Educandos, onde a vítima residia, e efetuaram cinco disparos contra Kaiosan, atingindo cabeça, peito, abdômen e braço. A vítima foi a óbito no local.

“Preto” era o único envolvido no crime que faltava ser capturado. Ele foi preso na rua Manoel Urbano, também no Educandos. Na delegacia, ele declarou negou ser o mandante do homicídio. Ele foi encaminhado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus.

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