Sábado, 20 de Abril de 2019
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CORPUS CHRISTI

Com 100% dos ônibus parados, terminais ficam às moscas no feriado de Corpus Christi

Terminais da av. Constantino Nery e da Cachoeirinha amanheceram completamente vazios. Rodoviários pararam totalmente a frota no terceiro dia de greve


31/05/2018 às 10:04

O silêncio de um feriado somado à total ausência de transporte público constrói o cenário da manhã desta quinta-feira de Corpus Christi (31) em Manaus. Os rodoviários amanheceram com 100% da frota paralisada, no terceiro dia de greve da categoria. Quase ninguém foi às ruas, nem mesmo os mais desavisados. Os terminais da capital estavam fechados e, um ou outro usuário do trannsporte que passava, jogava olhares desconfiados à busca de um ônibus. Não tinha nenhum em toda a cidade.

À exemplo, o Terminal de Integração da Cachoeirinha, o T2, na Zona Sul de Manaus, ganhou correntes na entrada. Sem nenhum movimento. Nem mesmo de transeuntes em busca de transporte. Já no Terminal de Integração da avenida Constantino Nery, o T1, um dos mais movimentados da capital, também ficou sem funcionamento.

Do lado de fora, um mototaxista esperava qualquer movimentação para “ganhar” serviço em cima da lacuna que os ônibus deixaram. Mas nada. “Se hoje fosse uma segunda-feira de trabalho a cidade ia parar. E nós, mototaxistas, íamos ganhar bem em cima disso. Mas acho que hoje as pessoas já estavam preparadas. Desde o início da manhã que o terminal tá assim, abandonado. Sem demanda para gente. Era de se esperar essa falta de ônibus. Ninguém saiu de casa”, conta Ronaldo de Castro, de 43 anos.

O Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) descumpriu a liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) e não colocou nenhum ônibus para circular nas ruas da capital. Este é o terceiro dia consecutivo da greve.

Trabalhadores afetados

A paralisação dos ônibus, se não alterou a rotina de mototaxistas, refletiu em outros meios de transporte. O porteiro Rafael, que não quis ser identificado pelo sobrenome, trabalha em um condomínio na Zona Centro-Sul da cidade e mora na Zona Norte. Ele cumpriria plantão a partir das 6h desta quinta-feira (31). Mas a troca de turnos só aconteceu às 8h30 por causa da ausência dos coletivos nas ruas.

“Só consegui chegar depois de muito tempo tentando pedir um carro pelo celular. Gastei quase que o dobro do que pagaria numa viagem normal. É complicado para o trabalhador que amanhece e é pego de surpresa com uma situação dessas. Não tem para onde fugir”.

Números 

Esse é o terceiro dia consecutivo de paralisação ilegal, que já prejudicou mais de 600 mil pessoas. Na terça-feira (29) mais de 350 mil pessoas foram prejudicadas. Ontem (30) mais de 255 mil usuários também foram prejudicados. Ainda não foi mensurado o número de afetados neste feriado (31).

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