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Manifestação cede lugar ao vandalismo em Manaus

Após verdadeiros exemplos de civismo, o que se viu em Manaus foram atos de violência. Os arredores da sede da prefeitura serviram de palco para conflitos entre grupos de vândalos e a polícia. Um ônibus chegou a ser queimado; ato reprovado por manifestantes legítimos 21/06/2013 às 11:51
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PM respondeu ataques com tiros de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Manifestantes inocentes foram feridos no processo.
Bruno Strahm Manaus (AM)

Vândalos infiltrados entre manifestantes depredaram o prédio da prefeitura, atearam fogo em um ônibus coletivo e atacaram a polícia militar com paus e pedras durante a noite desta quinta (20), no bairro da Compensa, Zona Oeste de Manaus.

Por volta de 19h30, após vândalos destruírem a guarita da prefeitura e tentarem derrubar as grades para invadir o prédio, eles atacaram policiais militares usando rojões e pedras. Cinco policiais foram feridos na ação e o Comando de Policiamento Especial (CPE) sob o comando do coronel Haroldo Ribeiro, resolveu avançar sobre os agressores, saindo do prédio da prefeitura pela Avenida Compensa em direção à Avenida Brasil, utilizando bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para afastar a multidão.


A ação dispersou momentanemante os vândalos, que logo após, juntaram entulho e atearam fogo em diversos pontos na extensão da Avenida Brasil. Além disso, também pararam um ônibus coletivo da linha 001 com pedradas, e ordenaram para que passageiros, motorista e cobrador saíssem do veículo. Eles empurraram o ônibus contra o igarapé que corta a avenida e atearam fogo no veículo.

O corpo de bombeiros teve que ser escoltado por policiais para conter e apagar as chamas, que consumiram rapidamente todo o veículo.

Uma parada de ônibus foi completamente destruída durante o protesto. Os vândalos gritavam que a polícia não era bem vinda no bairro da Compensa e atacavam policiais com pedras.

O Choque avançou pela avenida Brasil e respondeu as agressões com mais bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha.

Inocentes feridos

Por volta de 21h50, um grupo de milhares de manifestantes que havia saído da Arena da Amazônia, na Avenida Constantino Nery, rumou até a Avenida Brasil, se concentrando em frente à barreira montada pela policia, a cerca de 300 metros da sede da prefeitura.


Os vândalos aproveitaram o volume de pessoas e iniciou novo ataque à PM que respondeu com novos tiros de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Muitos inocentes foram feridos no processo. “Não tinham porque fazer isso, quem iniciou a confusão foram pessoas que não faziam parte da manifestação. Eles jogaram pedra na polícia. Tomei dois tiros de bala de borracha”, lamentou David Quintela, manifestante.

"Eu lamento o uso político de alguns grupos sobre esta manifestação", comentou o presidente da Comissão de Direito Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Epitácio Almeida.

“Os manifestantes de verdade já foram embora, o que se tem aqui é um ataque dos próprios moradores do bairro da Compensa. Eles estão atacando a polícia, cinco policiais foram feridos por pedradas, e foram eles quem iniciaram a depredação do prédio da prefeitura”, disse o comandante Haroldo Ribeiro.

A polícia militar ficou no bairro com um efetivo de 300 homens do CPE e 500 policiais militares convencionais até toda a confusão terminar.


Confira como foi a manifestação em outras zonas da cidade no link.

Veja imagens da manifestação rumo à Arena Amazônia e do conflito na Prefeitura.    

Leia mais na edição impressa do Jornal A Crítica desta sexta (21)

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