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Manifestantes e policiais entram em confronto no município de Rio Preto da Eva

Protesto teria sido pacífico até a chegada de um helicóptero, que disparou gás lacrimogênio e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. Existe a suspeita de que uma senhora e uma criança saíram feridas 15/10/2013 às 20:41
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Manifestantes contestam a manutenção do prefeito Luiz Ricardo de Moura Chagas (PRP) no cargo
OSWALDO NETO Manaus (AM)

Servidores públicos, comerciantes e empresários promoveram na manhã desta segunda-feira (14) um protesto no quilômetro 79 da AM-010, estrada que dá acesso ao município de Rio Preto da Eva (a 80 quilômetros de Manaus), contestando a manutenção do prefeito Luiz Ricardo de Moura Chagas (PRP) no cargo. A liminar favorável ao prefeito foi expedida no dia 20 de setembro pelo desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior.

A manifestação, que começou por volta das 8h, contou com a participação de aproximadamente mil pessoas. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rio Preto da Eva (Siserpe), Fernandéz Silva, as reivindicações referem-se ainda ao não pagamento aos transportadores da rede de ensino e profissionais de saúde há cinco meses, carência de medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), além do não repasse dos consignados da Caixa Econômica para as pensões alimentícias.

Durante a ocasião, testemunhas afirmam que um helicóptero teria supostamente atirado bombas de gás lacrimogêneo e atingido uma senhora e uma criança, as quais estariam hospitalizadas. Além disso, ainda segundo testemunhas, policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) teriam cometido excesso de poder destruindo um restaurante e intimidando os manifestantes que estavam no local.


Conforme informações de Fernandéz, após o ato, um pequeno grupo chegou a depredar janelas da Prefeitura e atear fogo em uma parte do prédio do Sistema de Água e Esgoto do município. “Durante o protesto que terminou em frente da Prefeitura, pessoas usaram pedras e fogos de artifício para tentar coibir a ação da polícia. Algumas dessas ficaram feridas e outras foram presas”, afirma.

De acordo com o major Bezerra da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), viaturas da Rocam, Batalhão de Choque e da CIPM ficaram responsáveis por acompanhar o protesto. Em entrevista ao ACRÍTICA.COM, Bezerra negou a suspeita de agressão por parte dos policiais e a depredação ao prédio da prefeitura, porém confirmou a tentativa de vandalismo por parte dos manifestantes ao Sistema de Água e Esgoto. Bezerra completa dizendo que cinco pessoas foram presas, sendo duas por desacato e três por estarem incitando a desordem.

Controle

A assessoria da Polícia Militar informou que somente a Rocam possui dispositivos de efeito moral e desconhece os confrontos que possam ter ocorrido na área. Até o fechamento desta matéria, a Agência de Comunicação do Estado (Agecom) informou que estava apurando as informações sobre a ação policial feita durante esta manhã.

Por meio de nota enviada pela Agência de Comunicação do Governo (Agecom), a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que policiais militares da Rocam e da Tropa de Choque foram enviados para reforçar o policiamento no município de Rio Preto da Eva por conta de manifestações que estavam interditando a AM-010 e que a operação contou com o apoio do helicóptero do Graer.

Na ação, como forma de dispersar o tumulto, os policiais precisaram utilizar armas de efeito não letal, como bombas de gás. A nota dá conta, ainda, de que um sargento e um soldado da PM foram agredidos pelos manifestantes.

De acordo com o coronel Rommel, comandante do Policiamento do Interior, a Polícia Militar chegou ao local para liberar a passagem da via de forma pacífica. “Houve uma tentativa de acordo com os líderes da manifestação, mas sem sucesso. Então tivemos que restabelecer a ordem e fazer cumprir a lei que dá o direito de ir e vir. Foram utilizadas as forças necessárias para manter a ordem e impedir ações agressivas contra a própria Polícia Militar”, ressaltou.

Veja vídeo gravado por manifestantes que mostra clima de tensão durante o protesto. Em outro vídeo é possível acompanhar a ação policial

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