Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
Manaus

Manifestantes fecham avenida pedindo retorno de diretor do 3º CMPM

Com a saída do tenente-coronel que gerenciava o Colégio Militar da Polícia Militar Waldock Fricke De Lyra, próximo à avenida Torquato Tapajós, alunos e pais temem que o bairro volte a ser o que era antes da chegada dos militares



1.jpg Aproximadamente duas mil pessoas tomaram a avenida Torquato Tapajós contra a saída do militar da diretoria escolar
23/09/2013 às 21:00

Cerca de duas mil pessoas, entre alunos do 3º Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM) Waldock Fricke De Lyra e seus familiares, fecharam um lado da avenida Torquato Tapajós, na Zona Norte de Manaus, na tarde desta segunda-feira (23), contra a saída do diretor do centro educacional, o tenente-coronel Caldas.

Os manifestantes temem que o local volte a ser gerido por um civil, o que, segundo eles, poderia ocasionar na volta de problemas no colégio e suas redondezas, alvo de violência constante e tráfico de drogas antes de ser submetido a uma gestão militar, há dois anos. Alguns pais relataram que um aluno já foi até mesmo baleado em frente ao local, que fica no Parque Sâo Pedro, na altura da Comunidade da Cárbras.

Os que participaram do protesto, a maioria alunos uniformizados empunhando cartazes e gritando palavras de ordem, saíram em passeata do colégio até a altura da loja Bemol e bloquearam a avenida Torquato Tapajós no sentido bairro-Centro durante uma hora, causando complicações no trânsito. Depois, os alunos dispersaram e voltaram ao colégio.

Seduc mantém, PM gerencia

O 3º CMPM ainda pertence à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que fornece e mantém itens como os professores, as merendas e o material didático. Só que, há dois anos, numa parceria entre o Governo e a Polícia Militar, a escola passou a ser regida pela PM, adotando suas regras e disciplinas.

“Com a mudança (de comando do colégio), até a segurança no bairro melhorou”, conta Ronaldo Alves Oliveira, presidente da associação de moradores do bairro. De acordo com ele, a notícia de que o tenente-coronel Caldas tinha saído da direção pegou moradores e pais de alunos de surpresa neste começo de semana. “Não queremos que volte a ser como era”, acrescenta.

De acordo com a assessoria de comunicação da Seduc, foi o próprio militar que pediu para sair quando perdeu verbas e funcionários numa reformulação interna. Sem estrutura para administrar o 3º CMPM, Caldas teria dito que preferia deixar a direção. A assessoria completou dizendo que não sabe por quem será administrada a escola.

Até a publicação desta matéria, a PM não se manifestou sobre o caso e Caldas não foi encontrado pela reportagem para comentar o assunto.

*Com informações da repórter Jéssica Vasconcelos

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