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HABITAÇÃO

Moradores de ocupação fecham av. André Araújo pedindo regularização de terra

Com cartazes e faixas, manifestantes reivindicam audiência pública com o Governo do Estado sobre a comunidade Itaporanga, localizada nas proximidades da Reserva Adolpho Ducke 18/02/2019 às 11:52 - Atualizado em 18/02/2019 às 12:14
acritica.com Manaus (AM)

Cerca de 200 moradores de uma ocupação de terra localizada nas proximidades da Reserva Florestal Adolpho Ducke, no bairro Cidade de Deus, na Zona Norte de Manaus, interditaram parte da avenida André Araújo, no bairro Aleixo, na manhã desta segunda-feira (18), reivindicando a realização de uma audiência pública com o Governo do Estado com intenção de regularizar a área.

O local, chamado de comunidade Itaporanga, foi reintegrado pelo poder público em janeiro deste ano em uma ação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), mas os populares voltaram a ocupar a área. Hoje pela manhã eles fecharam o sentido bairro/Centro da avenida André Araújo, em frente à sede da Rede Calderaro de Comunicação (RCC), para pedirem ajuda da imprensa. Durante o ato, uma manifestante passou mal.


Foto: Jair Araújo

Com cartazes e faixas, os populares pedem a realização da audiência pública com o Governo do Estado. Segundo os manifestantes, a terra que foi reintegrada não pertence à construtora Capital Rossi, mas sim ao Executivo Estadual. O presidente da Associação da Comunidade de Itaporanga, Doriedson Coelho, disse que cerca de 500 famílias voltaram para o local porque não têm onde morar.

"Depois da reintegração, eles (construtora) passaram uma cerca de limitação dizendo que a terra era deles. O juiz concedeu o pedido deles, mas nunca nos ouviu. Falaram que somos bandidos, mas temos documentos em mãos que apresentam que o terreno é do Governo do Estado. Abrimos até uma denúncia no Ministério Público sobre o caso", explicou.

O presidente da associação destacou que os novos donos da área estão destruindo a área ambiental. "Eles estão nos ameaçando para sair. Queremos plantar, e eles querem tirar o barro. Eu preciso de ajuda, preciso que as pessoas me ajudem. Estamos pedindo que façam uma audiência pública com a comunidade, porque estamos prontos para sermos cadastros para morar na área. Manaus cresceu com invasões", completou.


Foto: Jair Araújo

Fiscais

Na última reintegração de posse realizada no local, em janeiro, os fiscais do Ipaam identificaram a devastação do terreno, que já estava com lotes demarcados para futuras moradias. “No total, contabilizamos 107 lotes. Além da retirada de madeiras para construção de barracos, foi constatada a prática de caça de animais silvestres dentro da reserva”, informou na época o presidente do Ipaam, Juliano Valente.

Na área foram apreendidos terçados e facões e os primeiros barracos foram desmontados. “Retiramos os invasores que estavam no local e identificamos os líderes, que foram convocados a prestar esclarecimentos na Delegacia de Meio Ambiente”, disse o titular do Ipaam. A reportagem solicitou informações à assessoria de imprensa do Ipaam e da construtora Capital Rossi e aguarda retorno. 


Foto: Euzivaldo Queiroz

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