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Manaus
MEDIDA

Manifestantes podem responder na Justiça por ato em prol a líderes da FDN

A informação foi divulgada por Guilherme Torres, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), que reprovou a manifestação como “inversão de valores” 09/05/2018 às 21:05 - Atualizado em 09/05/2018 às 21:18
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Foto: A Crítica
acritica.com Manaus (AM)

Membros do judiciário e da Polícia Civil condenaram a manifestação desta quarta-feira (09) do grupo que reivindicava o retorno dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN) para cumprir pena em Manaus. Segundo Guilherme Torres, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), os manifestantes serão identificados e responderão criminalmente.

Para o delegado, a manifestação é uma inversão de valores. “Não se pode utilizar de forma banal da liberdade de expressão, isso é um escudo protetor para praticar crime. Essas pessoas podem incorrer no crime de apologia a autor de crime. Elas serão identificadas e responderão criminalmente por isso. Não está descartada a possibilidade de participação em associação criminosa”, disse Guilherme.

O promotor de justiça Ednaldo Medeiros, que atuou no julgamento do caso Oscar Cardoso e resultou na condenação a 30 anos de João Pinto Carioca, o “João Branco”, um dos líderes da FDN, acredita que o movimento traz um sério risco à ordem social e ao estado de direito.

“Fico incrédulo ao ver pessoas se dispondo a ir para ruas assumirem a defesa de criminosos, que eles chamam de ‘manos’ e desejando o convívio com eles, quando todos sabem que são líderes de uma facção criminosa, condenados por crimes graves”, declarou o Ednaldo.

Presídio federal 

“João Branco” foi considerado culpado junto com mais dois réus, por envolvimento no assassinato do delegado Oscar Cardoso, ocorrido em 2014 em Manaus. No último dia 14 de abril, ele foi condenado a mais 30 anos de prisão em regime fechado. Já, José Roberto Fernandes, “Zé Roberto”, também um dos líderes da facção, foi condenado a 48 anos de prisão pela Justiça Federal pelos crimes de organização criminosa e financiamento do tráfico de drogas. 

“João Branco” e “José Roberto” são os principais líderes FDN e estão no presídio federal de Catanduvas (PR) desde o início do ano passado, por ordem da Justiça Federal, por conta da operação La Muralla em 2015.

Eles e mais 94 pessoas ligadas à facção criminosa FDN foram denunciados pelo Ministério Público Federal pelos crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão de transferi-los para um presídio federal e mantê-los por lá se deve ao fato de estarem tumultuando o sistema penitenciário, determinando fugas, mortes e rebeliões.

Operação

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) realizou na tarde de hoje uma operação em resposta ao protesto. Segundo a SSP-AM, após investigação, foi constatado que os manifestantes vieram do bairro Santa Etelvina, na Zona Norte, e de invasões próximas à localidade. A operação teve como foco o Residencial Viver Melhor. Nenhum balanço foi divulgado até a publicação desta edição.

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