Quarta-feira, 08 de Julho de 2020
PROTESTO

Manifestantes prometem novos atos pró-democracia em Manaus: 'é apenas o princípio'

Protesto desta terça-feira (2) contou com a presença de 1,5 mil pessoas, de acordo com a organização



WhatsApp_Image_2020-06-02_at_16.47.25_53F5F2F1-8758-4625-8CBC-F16FDFC0A1E8.jpeg Foto: Euzivaldo Queiroz
02/06/2020 às 20:03

Organizadores do protesto pró-democracia que aconteceu nesta terça-feira (2) em Manaus reforçaram que este é apenas o princípio de uma série de manifestações pacíficas para unir forças contra o governo federal e somar aos movimentos nacionais que atuam com o mesmo propósito.

Segundo a estudante de direito e uma das lideranças do movimento, Ana Alexandrine, a ideia é "continuar nas ruas e mostrar que eles [fascistas] não estão dominando o país". "Esse movimento é um movimento amplo, plural, pacífico, mas que não vai calar. A gente vai ficar aqui até o Bolsonaro cair”, ressalta.



O ato desta terça contou com a presença de 1,5 mil pessoas, de acordo com a organização. Por outro lado, a Polícia Militar contabilizou apenas 500 manifestantes.

Programado para ir até a Arena da Amazônia, a manifestação foi interrompida nas próximidades de um shopping center, ainda na avenida Djalma Batista.

Ao longo do percurso foram realizadas manifestações artística, que lembravam a morte da ex-vereadora Marielle Franco, do cacique Francisco Souza e dos jovens Douglas Rodrigues e João Pedro (mortos durante operações policiais). Além de encenações com sátiras ao negacionismo do novo coronavírus.

Nas redes sociais, manifestantes criticaram a pacificidade do ato. "Foi fraco, faltou vontade e nada foi atrativo para o trabalhador. Só tava a bolha universitária lá", apontou Marden Sarges, em um comentário no Facebook do movimento.

Pessoas contrárias ao movimento, como o engenheiro Sérgio Cavalcante, que passava em frente a manifestação, também questionam o movimento, que segundo ele é uma manipulação de jovens estudantes induzidos pelos professores.

"Não concordo porque isso parece bem partidário. Fica claro que tem infiltrações. Eles se contradizem, porque se dizem antifacistas, mas defendem o sindicalismo, aumento da massa dentro do governo, a perda da sua liberdade de expressão e a sobrecarga da máquina estatal", declarou.

Drogaria fechada

Outro ponto que levou a críticas por parte dos manifestantes foi o fechamento de uma drogaria da avenida Djalma Batista. Muitas das pessoas que participavam do ato procuraram o estabelecimento para comprar água, mas encontravam a loja de portas fechadas.

Em nota, a rede de drogarias explica que o acesso à unidade foi controlado para assegurar a saúde dos funcionários e que durante a manifestação não seria possível controlar o acesso seguro à loja.

"Informamos ainda que a venda não foi proibida, pois temos registros de vendas realizadas. O acesso a loja é que estava sendo controlado, para não aglomerar. Estavam entrando de duas em duas pessoas e em nenhum momento a loja foi fechada", diz a nota.

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