Terça-feira, 03 de Agosto de 2021
ATO PÚBLICO

Manifestantes tomam ruas do Centro de Manaus em protesto anti-Bolsonaro

Cerca de 5 mil participantes gritavam palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro e pediram pela ampliação da vacinação contra a Covid-19



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19/06/2021 às 17:45

Pela segunda vez, em menos de um mês, amazonenses tomaram as ruas do Centro de Manaus, desta vez na tarde deste sábado (19), contra o governo Bolsonaro (sem partido) e pela defesa da ampliação da vacinação no Estado, auxílio emergencial de R$ 600 e contra cortes na Educação.

A manifestação teve concentração na Praça da Saudade. Às 16h, um carro de som guiou os manifestantes até o Largo de São Sebastião, no Teatro Amazonas.



A todo momento os organizadores cobraram dos manifestantes respeito ao distanciamento social e uso de máscaras. Máscaras PFF2 foram doadas. Membros da organização higienizam as mãos de participantes do ato.

Apesar do esforço, alguns focos de aglomeração foram registrados. Lideranças de movimentos sociais entoaram cantos contra Bolsonaro.


Foto: Arlesson Sicsú

Lideranças políticas de esquerda, como Herbert Amazonas do PSOL, Luiz Navarro do PCB, deputado federal José Ricardo (PT) e a ex-candidata a vice-prefeita pelo PCdoB, Dora Brasil, participaram do protesto. O vereador Sassá da Construção Civil (PT) não participou da manifestação.

Lúcia Antony, candidata a governadora na eleição de 2018 pelo PCdoB subiu no carro de som e disse que o “vírus do fascismo não pode tomar conta do Brasil”. A ex-senadora pelo PCdoB, Vanessa Grazziotin, se misturou entre os manifestantes com uma placa exigindo "vacina, trabalho e comida ".

Em outras cidades, lideranças do PDT, Rede e PSB participaram dos atos. No entanto, em Manaus, o mesmo não ocorreu. Apenas nomes ligados à juventude do PDT e PSB marcaram presença.

Na carreata, os manifestantes carregavam faixas com palavras de ordem lembrando as 500 mil mortes pela covid-19 no Brasil, alcançadas hoje. "500 mil sufocados #Fora Bozo", dizia a placa de uma manifestante.

Na altura da Av. Epaminondas, próximo ao colégio militar do Exército, motoristas provocaram os manifestantes que responderam com ato obsceno. Moradores do edifício Cidade de Manaus bateram panela em apoio ao pleito da passeata.

O uso de medicamentos sem comprovação científica para Covid-19 foi amplamente criticado. O atraso na aquisição de vacinas também foi lembrado. "+ 100 e-mails vai responder, não, pu...?", questionou um participante da manifestação, lembrando um meme que viralizou nos últimos dias nas redes sociais.


Foto: Arlesson Sicsú

Um outro ponto da pauta dos manifestantes foi a PEC que viabiliza a privatização da Eletrobrás, aprovada pelo Senado nesta quinta-feira. Os nomes dos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) que votaram favorável à privatização foram mencionados.

A organização do protesto já considera a manifestação de hoje maior do que a ocorrida no dia 29 de maio. Além de Manaus, atos contra o governo Bolsonaro foram realizados em Parintins, Humaitá, Tefé, Itacoatiara e Manacapuru.

Ao A CRÍTICA, um dos organizadores do ato, Yann Evanovick confirmou que o número de pessoas na manifestação chegou a 5 mil. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) não informou o número de manifestantes até a publicação da matéria.


Foto: Arlesson Sicsú

O movimento em Manaus faz parte da Campanha Fora, Bolsonaro que é composta por frentes como a Povo sem Medo, a Brasil Popular e a Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades, entre elas MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), UNE (União Nacional dos Estudantes), CMP (Central de Movimentos Populares) e Uneafro Brasil.

Às 17h20, a passeata chegou no ponto final, no Largo de São Sebastião. O Instituto de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Polícia Militar (PM) acompanharam o movimento pelas ruas do Centro. A reportagem não presenciou nenhum ato violento que necessitasse de uso de força policial.

Casos no AM

O Amazonas atingiu nesta sexta-feira a marca de 13.209 mortes pela covid-19 e 396.408 registrados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). O Brasil se aproxima das 500 mil mortes pela doença.

Em um único dia, o país registrou 98.135 casos de covid-19, a maior marca desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.039 --voltando a bater a marca de 2 mil pelo terceiro dia seguido.


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