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SAÚDE

Março Lilás, de prevenção ao câncer de colo uterino, entra no calendário do AM

Câncer de colo uterino é um dos que mais mata mulheres no Estado, afirmou presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer. Campanha foi oficializada no último dia 11 22/01/2019 às 09:00
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acritica.com Manaus

Lançada há poucos anos no Brasil, a campanha Março Lilás, alusiva ao combate ao câncer de colo uterino, entrou oficialmente para o calendário do Amazonas, e veio para reforçar a importância da realização dos exames de rastreio da doença, ressaltou a presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), enfermeira Marília Muniz. A neoplasia maligna, que é considerada 100% prevenível, é o principal tipo de câncer em mulheres no Estado e deve registrar, em 2019, cerca de 840 novos casos, conforme projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde (MS).

O câncer de colo uterino é causado, em quase 100% dos casos, pelo vírus HPV, cuja transmissão ocorre durante as relações sexuais e, por isso, é considerado uma DST.

No último dia 11, o Governo do Estado publicou em seu Diário Oficial (DOE), a lei 4.768, que institui a campanha no âmbito do Amazonas. A publicação foi assinada pelo governador Wilson Lima e outros dois secretários de estado.

A Lei determina que o movimento seja comemorado anualmente e que tenha como símbolo um laço lilás. “A campanha tem por objetivo sensibilizar a população quanto à prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de colo uterino, orientação a respeito do adequado tratamento, bem como, o encaminhamento para as instituições de saúde públicas especializadas”, diz o texto.

No caso do Amazonas, além da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Estado (FCecon), a população também pode contar com unidades de saúde habilitadas para ofertar parte dos tratamentos assistenciais voltados ao combate ao câncer, como o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), da Ufam, e a Sensumed Oncologia, parceiros no reforço à Política de Atenção Oncológica, lembro Marília Muniz.

“Costumávamos trabalhar, em uma parceria entre ONGs e diversas instituições, a sensibilização da população feminina sobre os exames de prevenção e rastreio dos cânceres de colo uterino e de mama, durante a campanha Outubro Rosa. O movimento acontece há mais de uma década no Estado. Agora, teremos mais uma oportunidade de reforçar a necessidade de realização do exame preventivo (Papanicolau) para mulheres que já iniciaram a vida sexual. Através dele, é possível detectar as lesões pré-cancerosas e combatê-las, antes que elas evoluam para um câncer”, destacou Muniz, que tem mais de 20 anos de experiência na área.

Ela lembra que, além de fazer o exame, é importante que a mulher não deixe de buscar o resultado e de retornar ao seu médico, para a indicação de eventuais tratamentos. “Hoje, o câncer de colo uterino é um dos que mais matam mulheres no Estado. Precisamos mudar essa realidade, aliando informação de qualidade, ações de governo e o apoio da sociedade. Só assim conseguiremos reduzir a mortalidade e o número de casos no Amazonas”, assegurou.

Marília lembra que a Lacc e entidades como a Rede Feminina de Combate ao Câncer e o Centro de Integração Amigas da Mama (Ciam), têm trabalhado campanhas educativas importantes para a região, com alcance, inclusive, de municípios do interior, através de parcerias com as prefeituras. As ações são financiadas por doações da sociedade à Lacc, através do call Center 2101-4900 e do site www.laccam.org.br. “As contribuições também possibilitam a manutenção de inúmeros projetos sociais voltados para pacientes de baixa renda, que lutam contra a doença em Manaus”, concluiu.

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