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Marinha abre navios para visitação pública neste domingo, em Manaus

Visitação pública nos navios ‘Amapá’ e ‘Oswaldo Cruz’ acontece até este domingo, no Porto de Manaus. Embarcações realizam patrulhamentos pelos rios e levam assistência médica às comunidades ribeirinhas 10/06/2017 às 05:00 - Atualizado em 10/06/2017 às 09:34
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NaFlu Amapá já realizou missões até na divisa com a Colômbia (Evandro Seixas
Kelly Melo Manaus - AM

Dois Navios da Marinha do Brasil vão abrir as portas para visitação  pública durante este final de semana, em Manaus. O Navio-Patrulha Fluvial “Amapá” e o Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Oswaldo Cruz”  vão oferecer exposições ao público, como parte das comemorações do 152º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, data magna da Marinha. 

As embarcações estarão ancoradas no Porto de Manaus, no Centro, a partir das 9h deste sábado. O comandante da NaFlu “Amapá”, capitão de corveta Luiz Henrique Parreira Fontes, disse que a atividade é uma forma de aproximar a população do trabalho da Marinha do Brasil. 

Fontes explicou que o Amapá é um navio de guerra que opera na região amazônica. A embarcação tem 41 anos e, nas dependências dele, é possível encontrar até um canhão. Além de participar de missões de patrulha fluvial e inspeção naval, a embarcação também participa de missões ribeirinhas levando assistência médica às comunidades. 

“Será uma forma diferente de levar conhecimento à população, mostrando quem são os nossos marinheiros e qual a nossa missão na defesa do que é da nossa pátria. Vamos mostrar as peculiaridades do navio, como ele funciona e apresentar equipamentos que são usados em situação de salvamento”, explicou o militar. 

O Amapá tem 45 metros de comprimentos e chega a passar até 60 dias em missões pelos rios da Amazônia. Quarenta e oito militares compõem a tripulação fixa do navio. “Na nossa última missão, em janeiro, seguimos até a divisa do Brasil com a Colômbia para garantir a soberania do País. Nossos marinheiros são preparados para agir em qualquer situação”, afirmou o comandante. 

Durante a exposição, os visitantes vão poder conhecer o passadiço, local de onde os oficiais comandam a embarcação, alguns alojamentos e tirar fotos na proa, onde está o canhão do Amapá. A exposição segue até às 17h deste domingo.

Navio da esperança”
Pronto para seguir para a próxima missão ribeirinha nos rios Negro e Branco, a partir de segunda-feira, o Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Oswaldo Cruz” , também vai receber visitação pública. 

De acordo com o comandante, André Luis Abreu Castelo Soares, a embarcação tem a missão de levar a esperança para as comunidades ribeirinhas nas regiões mais distantes da região Amazônica. “O acesso a saúde nessas áreas é mais complicado. Então, nós lepara essas pessoas. Por isso ele é conhecido como o navio da esperança”, destacou. 

O (NAsH) “Oswaldo Cruz” possui consultórios médico e  odontológico e farmácia. Também tem uma sala para a realização de pequenas cirurgias e a capacidade de transportar até um helicóptero. “Temos um hospital aqui dentro, com equipamentos de alta complexidade. Conseguimos fazer alguns exames, como teste de HIV, e o resultado sai na hora”, destacou o comandante. 

‘Oswaldo Cruz’ tem um hospital
Equipado para realizar cirurgias simples, em 2015, médicos do Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Oswaldo Cruz” chegaram a realizar até partos abordo.  “Em 2015, estávamos em missão em Belém do Solimões, na região do Alto Solimões, no município  de Tabatinga, quando recebemos uma indígena grávida que estava em trabalho de parto. Ela estava com dificuldades para dar a luz, mas os nossos médicos conseguiram realizar o parto e o bebê, um menino, nasceu saudável. Hoje, a criança tem dois anos”, lembrou o comandante André Luis Abreu Castelo Soares. 

Operações
O “Amapá” foi construído no estaleiro Mc Laren, em Niterói (RJ) e entregue à Marinha em 1975. Em fevereiro de 1976 foi trazido para Manaus e, a partir daí, vem realizando diversas tarefas, como operações ribeirinhas, patrulha fluvial, controle de tráfego aquaviário, inspeção naval e ação cívico-social.

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